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Maestro do Pajeú ganha destaque na cena musical regional

Centenário de Moacir Santos reacende reconhecimento à obra do maestro pernambucano, cuja trilha sonora e linguagem afro-brasileira marcaram a música brasileira

Lembranças. A reedição de sua biografia e o álbum Now I Know, do João Marcondes Septeto, são duas das iniciativas ligadas à efeméride – Imagem: Epitácio Pessoa/Estadão Conteúdo
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  • Moacir Santos, maestro pernambucano, completa cem anos de nascimento em vinte e seis de julho, nascido no sertão do Pajeú, em Pernambuco.
  • Desde a infância já tocava em bandas municipais; aos quinze anos seguiu para o Recife e percorreu o interior, Salvador e o Rio de Janeiro em busca de oportunidades.
  • Na década de sessenta consolidou-se como compositor e arranjador, farol de trilhas sonoras para filmes e do primeiro álbum instrumental, Coisas, de mil novecentos e sessenta e cinco.
  • Em sessenta e sete mudou-se para os Estados Unidos, onde lançou The Maestro em mil novecentos e setenta e dois e seguiu produzindo discos famosos, como Ouro Negro, em mil novecentos e um, que ajudou a resgatar sua obra.
  • A05: O centenário tem iniciativas como relançamento da biografia, lançamentos de álbuns dedicados às suas composições e apresentações ligadas ao Sesc Instrumental Brasil, ampliando o reconhecimento da sua música.

O centenário de nascimento de Moacir Santos, maestro, arranjador e multi-instrumentista brasileiro, reacende a memória de sua trajetória que começou no sertão de Pernambuco, no Pajeú, em 26 de julho de 1926. Sua vida é marcada por deslocamentos constantes em busca de oportunidades na música.

Nascido em um casebre, Moacir foi órfão ainda jovem e ingressou cedo em bandas municipais. A partir dos 15 anos, deixou o interior pernambucano para circular entre Recife, Salvador e Rio de Janeiro, sempre buscando instrumentação, arranjos e novas sonoridades. O percurso incluiu passagens por rádios, cinema e escolas de música.

Consolidando identidade

Em 1948, aos 22 anos, foi contratado pela orquestra da Rádio Nacional, no Rio de Janeiro. A convivência com grandes nomes da música ajudou a consolidar uma linguagem que mesclava elementos afro-brasileiros, jazz e técnica orquestral. Hoje, a obra de Moacir é estudada por sua assinatura rítmica e harmônica.

Legado discográfico inicial

Seu primeiro álbum solo, Coisas (1965), é visto como referência da música instrumental brasileira. Entre as faixas, destaque para Coisa nº 5, conhecida como Nanã, que ganhou letra posteriormente. Na década de 1960, assinou trilhas sonoras de filmes como Seara Vermelha, Os Fuzis e O Beijo.

Período internacional

Com o auge da carreira no exterior, Moacir deixou o Brasil em 1967 para morar nos Estados Unidos, onde atuou como professor de piano e teoria musical. Em 1972 lançou The Maestro, seu primeiro álbum gravado no exterior, indicado ao Grammy antes da existência da categoria Grammy Latino.

Anos seguintes e retorno ao Brasil

Nos anos 1970, vieram os álbuns Saudade (1974) e Carnival of the Spirits (1975), além de Opus 3 nº 1 (1979). O artista só retornaria com mais regularidade ao Brasil após o lançamento de Ouro Negro (2001), disco duplo com participações de Milton Nascimento, Joyce e Gilberto Gil.

Eventos em homenagem e reedições

O centenário de Moacir Santos ganhou contornos ornamentais com relançamentos: a biografia Moacir Santos ou os Caminhos de Um Músico Brasileiro terá nova edição; o álbum Now I Know, do João Marcondes Septeto, celebra suas composições. Em São Paulo, o Sesc Instrumental Brasil programará apresentações dedicadas ao maestro.

Projeções e voz de especialistas

Músicos e estudiosos destacam a força de Moacir Santos na construção de uma identidade musical afro-diaspórica aliada a uma visão técnica apurada. Allan Abbadia, crítico e professor, ressalta a importância de reconhecer o seu lugar na história da música brasileira e a qualidade de sua linguagem.

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