- Willie Colón morreu em 21 de fevereiro aos 72 anos, deixando um legado importante na salsa com mais de quarenta álbuns.
- Surgiu em Nova York e revolucionou a salsa ao lado de Héctor Lavoe, unindo raízes latinas, afro-caribenhas e experimentos musicais.
- Colaborou com Rubén Blades e assinou produção de Celia Cruz, Mon Rivera e Ismael Miranda, além da carreira solo bem-sucedida.
- A lista de dez faixas selecionadas destaca tanto sucessos solo quanto colaborações, incluindo “Pedro Navaja” e “El Gran Varón”.
- Sua trajetória acompanhou a transição da salsa dura para a salsa romántica, mantendo influência constante até o fim da carreira.
Willie Colón, pivotalo da salsa, morreu no sábado aos 72 anos. Ao longo de mais de 40 álbuns, ele ajudou a moldar o gênero com fusões e novos formatos, mantendo-se ativo até o fim. Sua parceria com Héctor Lavoe e Rubén Blades marcou uma era.
Ao lado de Lavoe, Colón lançou obras que ampliaram o alcance da salsa nos anos 70, passando por ritmos como funk, rock e Brasil. Também produziu trabalhos de Celia Cruz e Ismael Miranda, mantendo a sonoridade vibrante e acessível sem perder a ambição artística.
A seguir, 10 faixas que ilustram a trajetória do artista, desde sucessos solo até colaborações com Lavoe e Blades, com destaque para a inovação rítmica e a poesia das letras.
Faixas que definem a carreira
Che Che Colé sinaliza a transição da salsa para territórios menos explorados. Colón adiciona um desenho de trombone marcante e Lavoe brilha com sua voz, criando um populosamente urbano de impacto imediato.
La Murga faz parte do álbum Asalto Navideño, com o toque de Yomo Toro no cuatro. A faixa é lembrada pela propulsão de trombone e pela celebração de folclore caribenho, destacando a atmosfera festiva.
Cua Cua Ra, Cua Cua mostra Colón encarando sonoridades internacionais. Em tom descontraído, ele lidera uma leitura de Baden Powell que mistura malícia e carinho pela música brasileira.
Periódico de Ayer consolidou o som progressivo da salsa no final da década de 70. O arranjo de cordas e metais reforça a elegância orquestral da produção de Colón.
Continuação do repertório e legado
Pedro Navaja, com Rubén Blades, é considerado um hino da revolução salsa. Colón cria camadas de trombone que envolvem referências literárias e humor ácido.
Oh Qué Será? marca a transição para o salsa romántica após a separação de Lavoe. O arranjo conta com coros femininos e uma seção de cordas opulenta, abrindo espaço para novas sonoridades.
Gitana, cover de Manzanita, aproxima Colón do pop latino sem perder a base rítmica. O uso de flauta e violino acrescenta teatralidade, mantendo o clave firme.
El Gran Varón, de Omar Alfanno, discute temas sociais como transfobia e AIDS. A salsa sinfônica traz uma gravidade que complementa a letra em tom crítico.
Idilio, dueto com Andy Montañez, sintetiza a identidade musical de Colón. Trombone marcante e vocais fortes marcam o auge de seu estilo, ainda com toque romántico.
Talento de Televisión encerra o ciclo de uma parceria com Blades. A faixa mantém o humor e o groove ágil, mesmo em registro mais lúdico.
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