Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Livro revela o samba da Praça Onze, a outra parte da Pequena África no Rio

Livro revela a Praça Onze pelo samba, destaca João da Baiana e a demolição de 1942 que reconfigurou o centro do Rio

A antiga Praça Onze, no Rio – foto: acervo da Fundação Biblioteca Nacional
0:00
Carregando...
0:00
  • O livro Quando Vem da Alma de Nossa Gente – Sambas da Praça Onze, de Beatriz Coelho Silva, analisa o bairro Praça Onze pelo viés do samba e de seu morador mais ilustre, João da Baiana.
  • A Praça Onze, que hoje abriga o Sambódromo, foi demolida em 1942 durante a reurbanização do centro do Rio, mas continua associada à história do samba e à região conhecida como Pequena África.
  • A obra categoriza 14 sambas ligados ao bairro em três fases: anos 1930, época da demolição e pós-1950, com tom nostálgico em parte dos registros.
  • Destaques incluem Tempos Idos, de Cartola e Carlos Cachaça, sobre a praça, e o samba-enredo Bumbum Paticumbum Prugurundum, que proclama a Praça Onze como imortal.
  • João da Baiana, nascido no bairro, ganha tratamento especial no livro, com análise de composições do artista e de sua contribuição para o samba urbano.

O livro Quando Vem da Alma de Nossa Gente – Sambas da Praça Onze apresenta a história do bairro Praça Onze a partir do samba. A obra discute como o local, hoje associado ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí, se tornou referência cultural no Rio de Janeiro.

A autora Beatriz Coelho Silva reconstrói o contexto do final do século 19, quando imigrantes pobres, judeus e negros se estabeleceram na região. O texto também relaciona Praça Onze à chamada Pequena África, pela forte presença negra no passado.

O trabalho traça a evolução do samba no bairro, destacando a relação entre música, memória e urbanização. A pesquisa analisa 14 músicas associadas ao lugar, incluindo três composições de João da Baiana, ícone do samba urbano.

Destaques

A obra descreve Praça Onze como reduto de samba no início do século XX, atraindo produtores e cantores para gravar na emergente indústria fonográfica brasileira. O público chegava a cerca de 40 mil pessoas em carnavais populares.

Segundo a autora, mesmo com a demolição do bairro em 1942, promovida pela reurbanização do centro, o espírito musical da praça permaneceu influente. O livro analisa o impacto da demolição sobre as tradições locais.

Beatriz Coelho Silva classifica os sambas em três períodos: 1930s, durante a demolição, e a partir de 1950, com tom nostálico. Entre os destaques estão Tempos Idos, de Cartola e Carlos Cachaça, e Bumbum Paticumbum Prugurundum, de Beto Sem Braço e Aluísio Machado.

João da Baiana, nascido e criado no bairro, recebe tratamento especial na obra. O cantor, compositor e percussionista é apresentado como a figura central que traduz a essência do samba urbano. A análise envolve composições próprias do artista.

A publicação, lançada no meio de 2024, oferece contexto sobre personagens, histórias de vida e a relação entre samba e carnaval. O estudo é descrito como cuidadoso e acessível, contribuindo para entender a memória cultural da Praça Onze.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais