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Cocaína era entregue como serviço de quarto no Gramercy Park Hotel, NYC

Gramercy Park Hotel tornou-se símbolo dos excessos do rock nos anos setenta, quando Bowie acendeu uma era de cocaína que marcou o legado do hotel

David Bowie brought the party to the Gramercy Park Hotel in 1973.
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  • Em fevereiro de 1973, David Bowie transformou o Gramercy Park Hotel, em Nova York, no período de duas semanas em uma espécie de residência do rock, com a participação de artistas como Andy Warhol, Truman Capote e Salvador Dalí.
  • O hotel ganhou o apelido “Glamercy”, associado a festa explosiva de cocaína e música alta, com serviço de quarto oferecendo drogas e até um jargão como “Telegram at the Gram”.
  • Ao longo dos anos, astros como The Clash, Debbie Harry, Lou Reed, Bob Dylan, Madonna e Hunter S. Thompson frequentaram o Gramercy, que ficou conhecido pela atmosfera permissiva e pelos excessos.
  • O notório clima de excessos também trouxe episódios sombrios, incluindo overdoses no saguão e tragédias ligadas às festas, conforme relatos do livro The Gramercy Park Hotel: an Icon.
  • A partir de 2004, investidores e gestores passaram a reformar o hotel, reduzindo o número de quartos e elevando os custos; em 2023 a proprietária MCR comprou o imóvel por 50 milhões de dólares com planos de reabertura ainda neste ano.

O Gramercy Park Hotel, em Nova York, ganhou notoriedade na década de 1970 pela presença de David Bowie e pelo consumo generalizado de cocaína entre hóspedes e equipe. Em fevereiro de 1973, Bowie ficou hospedado durante duas semanas para promover o álbum Aladdin Sane, após se apresentar no Radio City Music Hall. O hotel de 18 andares e 330 quartos tornou-se, por momentos, um polo do rock and roll na cidade.

A atmosfera tensa e festiva contagiou artistas, produtores e fãs que frequentavam o 3º piso, onde Bowie’s entourage criava um ambiente de excessos. A vida noturna revelou encontros com nomes como Andy Warhol, Truman Capote e Salvador Dalí, consolidando o Gramercy como palco de excessos, glamour e contradições da época.

História e transformação do Gramercy

A década seguinte trouxe novas figuras ligadas ao hotel, entre músicos, escritores e artistas viscerais da cena nova-iorquina. O local passou a ser conhecido pela possibilidade de pedir itens inusitados por meio do serviço de quarto, incluindo itens não convencionais. Relatos de insiders descrevem uma atmosfera permissiva que estimulava o consumo de drogas e a desinibição entre hóspedes.

O Gramercy recebeu, ao longo dos anos, nomes como The Clash, Debbie Harry, Lou Reed, Bob Dylan e Madonna. A reputação de espaço tolerante e de acesso fácil a substâncias ajudou a consolidar o apelido de Glamercy, em referência ao glamour da era glam rock, e ao comportamento desinibido de seus frequentadores. Mudanças de gestão e de formato marcariam o destino do hotel a partir dos anos 2000.

Mudanças de propriedade e novo capítulo

Em 2004, Herbert Weissberg faleceu e o Gramercy passou a ter novos donos, com Ian Schrager e Aby Rosen à frente de uma reforma de alto investimento que reduziu a quantidade de quartos, elevou custos e inaugurou o Rose Bar, espaço noturno de destaque. Em 2010, Schrager vendeu sua participação, Rosen assumiu e, com a pandemia de 2020, o hotel passou por suspensão de atividades.

Mais recentemente, em 2023, a empresa operadora MCR adquiriu o Gramercy Park Hotel por cerca de 50 milhões de dólares, com planos de reabertura ainda neste ano. A trajetória do hotel é marcada por períodos de esplendor, controvérsia e renascimento, refletindo a evolução do eixo cultural de Manhattan.

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