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Por que o Secos & Molhados acabou: versão de um dos integrantes

Documentário reaviva versões conflitantes sobre o fim dos Secos & Molhados, destacando divergências entre Ney, Gerson e João Ricardo

Por que o Secos & Molhados acabou – na versão de um deles
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  • O grupo Secos & Molhados, formado por João Ricardo, Ney Matogrosso e Gerson Conrad, estourou em 1973 com mistura de rock, folk e a voz de Ney, vendendo mais de um milhão de cópias do disco de estreia.
  • Sucessos como O Vira, Sangue Latino, Fala, Mulher Barriguda e Rosa de Hiroshima ficaram nas rádios, e a gravadora recolheu discos para atender à demanda.
  • A primeira formação se dissolveu em 1974, quando Ney anunciou a saída antes do segundo álbum; o anúncio foi divulgado em entrevista e no programa Fantástico.
  • Desde então, cada integrante seguiu carreira solo; Ney teve destaque com a cinebiografia Homem com H, e Gerson publicou Memórias de um ex-Secos & Molhados em 2013.
  • Em 2025, o documentário Primavera nos Dentes e, posteriormente, o filme Secos & Molhados, de Otávio Juliano, reforçaram versões sobre a dissidência; o documentário de Juliano está disponível na SPCine e adota o estilo cinema direto.

O documentário Secos & Molhados, em sua forma atual, reúne depoimentos sobre o fim do grupo e as disputas de créditos entre os integrantes. As novas produções trazem versões distintas das ações que levaram à separação em 1974, pouco antes do segundo álbum.

Ney Matogrosso, Gerson Conrad e João Ricardo aparecem com leituras diferentes do desfecho da banda. Enquanto Ney tornou-se o mais bem-sucedido individualmente, as narrativas sobre quem ficou responsável pelos negócios do grupo aparecem como tema central de controvérsia.

No final de 2025, o documentário Primavera nos Dentes: A História do Secos & Molhados, de Miguel de Almeida, reforçou a tese de Ney e Gerson contra João Ricardo e João Apolinário, pai de Ney e empresário envolvido. A obra aponta controle de negócios como motivo de ressentimento.

Secos & Molhados, o filme

O documentário Secos & Molhados, de Otávio Juliano, é disponibilizado pela SPCine. Produzido em 2021, o filme ganhou distribuição ampla após ter sido exibido apenas em festivais. Juliano prioriza entrevistas longas e a estética de cinema direto.

O filme retrata João Ricardo em uma conversa no Theatro Municipal de São Paulo, com trajetória desde a infância em Portugal até a música brasileira. A produção releva o papel do grupo na concepção sonora e nos primeiros sucessos.

João Ricardo recebe créditos pela formação original, com menções à participação de Ney na escolha de músicos e na construção do repertório. O documentário também aborda o encontro entre Ney e Luhli, que indicou o vocalista a Ney.

Contexto histórico e novos registros

A narrativa do longa enfatiza que o nome Secos & Molhados surgiu de uma visão de João sobre um armazém de secos e molhados para batizar o grupo. Entre os temas aparecem as contribuições de músicos brasileiros e estrangeiros ao repertório.

Outra linha do filme aponta a participação de Zé Rodrix e de outros artistas na construção do som. O material também aborda tensões contratuais entre Ney, Gerson, João e o pai de Ney, figura central nas acusações de controle empresarial.

No material de 2025, os novos relatos de Ney e Gerson reforçam a leitura de que João Ricardo e João Apolinário teriam assumido a gestão do negócio do grupo, deixando Ney e Gerson como contratados. As obras citadas apresentam versões distintas para o desfecho.

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