- Harry Styles lança o quarto álbum, Kiss All the Time. Disco, Occasionally, com vibe de club e introspecção disco.
- O artista se inspira em décadas e cita LCD Soundsystem e Simon & Garfunkel, além de ter passado muito tempo em clubes de Berlim.
- Destaques incluem apertos de norias de dance floor em Aperture, Ready Steady Go e Dance No More, com foco em instrumentação e efeitos de pista.
- O disco traz referências a Radiohead e participação de Tom Skinner (The Smile) e Ellie Rowsell (Wolf Alice) em várias faixas.
- Styles mantém a equipe criativa de sempre, sem convidados, com dedicatória a quem ajudou a produzir o álbum e com gestão de temas de ansiedade e movimentos de dança.
Harry Styles retorna com Kiss All the Time. Disco, Occasionally, seu quarto álbum, trazendo uma visão maximalista de discoteca e introspecção. O artista reuniu referências diversas e letras candidamente pessoais, explorando 2020s de angústia e referências a LCD Soundsystem, Simon & Garfunkel e outros.
O projeto evidencia a presença de sonoridades de clube, com faixas como Aperture, Ready Steady Go e Dance No More, que dialogam com cenas techno e electro. Styles comenta que, ao sair à noite, a comunidade do público se mistura a experiências individuais na pista, influenciando o clima do disco.
It’s His Sound of Silver Moment
Durante a divulgação, Styles revelou ter ouvido bastante LCD Soundsystem, acompanhando shows recente em Madrid e Londres. A influência da energia de palco e a sensação de estar no comando da própria apresentação aparecem como referência para as novas composições, que recebem batidas dançantes e texturas sintéticas.
Are You Listening Yet? e Season 2 Weight Loss trazem o aspecto disco com guitarras cintilantes e sintetizadores, enquanto Coming Up Roses funciona como uma faixa mais suave, com orquestração. A sequência entre faixas, segundo críticas, remete ao período Sound of Silver pela construção de atmosfera.
Coming Up Roses é a grande balada
Apenas com piano e orquestra, a faixa mistura romance e vulnerabilidade. A letra envolve medo, dúvidas e confissões de danos passados, com uma interpretação vocal mais contida. O arranjo final destaca o peso emocional, sem apelo de discoteca, fechando com uma atuação instrumental expressiva.
Referências a Simon & Garfunkel
O álbum dialoga com obras de Simon & Garfunkel em várias passagens, especialmente em trechos que remetem a Keep the Customer Satisfied, You Can Call Me Al e Carla’s Song. Styles relata ter mostrado a música a uma amiga para que ela a ouvisse pela primeira vez, segundo entrevista divulgada.
Boy Band Trauma e espírito pop
Paint My Numbers aborda o passado de Styles como integrante de uma boy band, com uma melodia mais íntima e voz mais contida. Em contraste, a faixa Pop desconstrói a imagem de pureza associada ao artista, explorando fantasias e comportamentos menos contidos.
Eighties e instrumentos vivos
O som do álbum transita para os anos 80, com sintetizadores e referências a Depeche Mode, New Order e Prince. A influência de Talking Heads também aparece, especialmente na construção rítmica de Dance No More, que mescla linha de baixo com uma vibração dançante.
Coro, orquestra e colaborações
Kiss All the Time aposta em corais na abertura de Aperture e em uma orquestra de 39 músicos em Coming Up Roses. A produção evidencia a busca por dramatismo musical em faixas de dança, sem abrir mão de camadas de instrumento vivo.
Bastidores e equipe criativa
Styles manteve a parceria com Tyler Johnson e Kid Harpoon, que executaram a produção pela primeira vez sem mudanças de núcleo de colaboradores. Não há participações de hóspedes, mantendo o foco em uma linha criativa coesa com a equipe habitual.
Influência de Radiohead e escolhas de músicos
O cantor cita a apresentação do grupo Radiohead em Berlim como influência para as escolhas do disco. Tom Skinner, baterista de The Smile, participa em seis faixas e oferece apoio vocal em Dance No More; Ellie Rowsell, do Wolf Alice, canta em várias faixas.
Contexto de lançamento
O trabalho surge quatro anos após Harry’s House, mantendo a linha de explorar estilos variados com foco na pista de dança. As referências a décadas passadas e a presença de músicos de renome reforçam a ideia de um projeto ambicioso, com foco em experimentação e identidade artística. Fonte: Rolling Stone.
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