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Black Rio comemora 50 anos da fusão entre música negra e samba

Banda Black Rio celebra cinquenta anos da fusão entre música negra e samba, marco que revolucionou o som instrumental brasileiro e influenciou gerações da música popular

Foto: Reprodução
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  • Oberdan Magalhães criou a Banda Black Rio em 1976 para representar a fusão entre a música negra e o samba, surgindo na ebulição dos bailes black do Rio de Janeiro e de São Paulo.
  • O grupo reuniu músicos talentosos como Barrosinho, Luís Carlos Batera, Cristóvão Bastos, Claudinho Stevenson, Lúcio do Trombone e Jamil Joanes, lançando em 1977 o álbum Maria Fumaça, marco instrumental da música brasileira.
  • O repertório incluiu releituras de Na Baixa do Sapateiro, Baião, Casa Forte e Urubu Malandro, com arranjos que mesclaram jazz-soul-funk ao samba.
  • No segundo disco, Gafieira Universal (1978), a banda deixou de ser apenas instrumental; em 1980 veio Saci Pererê, acrescentando novas possibilidades sonoras.
  • A morte de Oberdan Magalhães em 1984 interrompeu as atividades por anos; William Magalhães reconstruiu a banda no fim dos anos noventa, e, com Movimento (2002) e Carrossel, a trajetória seguiu firme, incluindo o anúncio de um disco de celebração aos cinquenta anos.

A Banda Black Rio celebra 50 anos de fusão entre a música negra e o samba, marco histórico da produção brasileira. O grupo, que surgiu no núcleo dos bailes black dos anos 1970, lançou uma identidade instrumental que uniu samba, jazz, soul e funk. A comemoração chega com a divulgação de um novo disco.

O projeto teve início em 1976, idealizado por Oberdan Magalhães, arranjador, compositor e saxofonista da cena negra emergente. A ideia era expressar, por meio da música, a convergência entre a herança negra americana e o samba brasileiro.

Formação e primeiras leituras

Oberdan reuniu Barrosinho (trompete), Luís Carlos Batera, Cristóvão Bastos (piano), Claudinho Stevenson (guitarra), Lúcio do Trombone e Jamil Joanes (baixo). A gestão musical buscou temperar o repertório com arranjos originais e releituras criativas.

O som inicial abriu espaço para versões de clássicos como Na Baixa do Sapateiro, Baião e Casa Forte, com leitura que incorporava jazz, soul e funk ao samba. A banda também acompanhou Caetano Veloso nos primeiros anos, ampliando sua visibilidade.

O impacto do primeiro disco

O primeiro disco, Maria Fumaça (1977), consolidou a proposta instrumental da banda, considerado um dos grandes álbuns da música brasileira. O lançamento marcou a mudança de patamar para a fusão entre estilos.

No segundo álbum, Gafieira Universal (1978), a banda acrescentou Luiz Carlos e Jorjão Barreto, expandindo o formato para além do instrumental. Saci Pererê (1980) manteve o impulso inovador do grupo.

Desobrigação e retomada

Oberdan Magalhães faleceu em 1984 em acidente de trânsito, o que interrompeu as atividades do grupo. No fim dos anos 1990, William Magalhães, filho do fundador, retomou a Banda Black Rio. O álbum Movimento (2002) inclui Carrossel, com participação de William, Claudio Rosa e Sérgio Schoppa.

Desde então, o grupo relançou trabalhos, enfrentando o desafio de manter ahealthy concorrência com a mistura de soul, jazz, funk e elementos brasileiros no cenário musical.

Novo disco para os 50 anos

A banda anunciou um novo disco para celebrar meio século de atuação. A produção permanece voltada à síntese entre ritmos negros, samba e tradicionais instrumentais, buscando manter a energia que marcou sua trajetória.

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