- Fab 5 Freddy, Fred Brathwaite, pioneiro do hip‑hop e grafite, revisita Nova York entre as décadas de setenta e noventa em sua memória publicada no livro Everybody’s Fly.
- O astro atuou como elo entre hip‑hop, punk e a cena artística do downtown, ganhou projeção com Blondie e no filme Wild Style (1983), além de ter sido apresentador do Yo! MTV Raps por sete anos.
- O memoirs busca apresentar toda a trajetória, inspirações e conquistas, mostrando como articulou sua história para não depender de narrativas alheias e refletir sobre o papel de figuras como Basquiat, Warhol e Keith Haring.
- O livro aborda a passagem do grafite para as galerias, a importância de manter a arte acessível e a discussão sobre vender ou manter a obra sob controle, em diálogo com colegas da época.
- Freddy permanece ativo artisticamente, hoje explorando temas como a história de piratas negros e investindo no espaço de cannabis com a empresa B Noble Global.
Fab 5 Freddy revisita a era criativa de Nova York em seu novo memoir, Everybody’s Fly. O livro mapeia a trajetória do grafite, do hip‑hop e da cena downtown dos anos 70 a 90, mostrando como Freddy conectou artes visuais, música e televisão.
Conhecido como Fab 5 Freddy, Fred Brathwaite foi ponte entre pioneiros do hip‑hop, bandas de punk e a vida artística da cidade. No livro, ele descreve a transição do grafite das listas de trem para galerias, ao lado de Basquiat, Haring, Futura 2000 e Quinones.
Publicado em meio a uma época de transformações, o memoir aborda a produção de Wild Style, a influência na estreia de Blondie e a participação em videoclipes que apresentaram o gênero a audiência mundial. A obra também registra a visão de Freddy sobre a cena nova‑yorkina.
Ainda na entrevista, Freddy comenta o papel de Yo! MTV Raps, que comandou de 1988 por sete anos, levando hip‑hop a plateias globais. O capítulo também aborda a entrada dele no universo do cannabis com a empresa B Noble Global.
Nova York é o pano de fundo da narrativa, que mistura memória pessoal, jornalismo e celebração de uma década prolífica. O autor detalha encontros com artistas, curadores e produtores que moldaram a cultura que conhecemos hoje.
Além das lembranças, o livro analisa a tensão entre arte de museu e grafite de rua, a gestão de carreira, a relação com colecionadores e a ética de manter obras acessíveis sem abrir mão da integridade criativa.
No cenário atual, Freddy segue ativo em projetos artísticos, incluindo trabalhos sobre a história dos piratas negros. O memoir posiciona-se como registro histórico e relato de vida dedicado à criatividade em constante movimento.
O lançamento, conforme reportagem da Rolling Stone, reforça a imagem de Freddy como referência da cultura urbana, capaz de cruzar fronteiras entre a rua, a galeria e a tela. A obra propõe compreender Nova York de meados de 1970 a início de 1990.
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