Começando na sexta-feira, 19 de março, e seguindo até domingo, 22, o Lollapalooza chega ao Brasil para sua 13ª edição no país. O festival traz grandes nomes da música mundial, como a cantora pop Sabrina Carpenter, a banda de nu metal Deftones e o DJ Skrillex. Em meio a tantas edições no Brasil e no […]
Começando na sexta-feira, 19 de março, e seguindo até domingo, 22, o Lollapalooza chega ao Brasil para sua 13ª edição no país.
O festival traz grandes nomes da música mundial, como a cantora pop Sabrina Carpenter, a banda de nu metal Deftones e o DJ Skrillex.
Em meio a tantas edições no Brasil e no exterior, o evento, criado na década de 1990, carrega uma trajetória rica, sobretudo no mundo da música.
A história do Lolapalooza
O festival começou em “tom agridoce”, já que foi idealizado por Perry Farrell em 1991 como uma turnê de despedida do Jane ‘s Addiction, banda da qual era vocalista.
No início, a proposta musical do evento era mais ligada ao rock alternativo e à contracultura dos anos 1990. Apesar disso, o evento sempre teve um perfil amplo, que no fim reunia diferentes manifestações artísticas.
O papel histórico do Lollapalooza está justamente em ter ajudado a transformar a música alternativa em um fenômeno de massa. Mais do que acompanhar a cultura jovem dos anos 1990, o festival também ajudou a moldá-la.
Em outras palavras, o Lolla foi importante por servir de vitrine para uma geração de artistas e abrir caminho para o modelo de festival moderno, mais diverso em gêneros e mais conectado ao comportamento jovem.
Hoje, o Lollapalooza já não pode ser definido apenas como um festival de rock ou indie. Atualmente, seu principal palco é Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos, onde reúne mais de 170 atrações em oito palcos ao longo de quatro dias.
E o peso do festival é enorme. Segundo a página oficial de impacto comunitário do evento, a edição de 2025 do Lollapalooza gerou mais de US$480 milhões (R$2,4 bilhões)para a economia de Chicago e, desde 2010, já ultrapassou US$3,6 bilhões (R$18,5 bilhões) em impacto econômico para a cidade.
Ao redor do mundo, outras edições do festival são enormes
A primeira edição internacional do Lollapalooza aconteceu no Chile, nos dias 2 e 3 de abril de 2011, no Parque O’Higgins, em Santiago. Desde então, o festival passou por países como Argentina, Alemanha, França, Índia e, claro, o Brasil.
A primeira edição em solo brasileiro aconteceu em 2012, um ano após a estreia no Chile, e logo se firmou entre os principais festivais de música do país, rivalizando com o Rock in Rio.
Ao deixar os Estados Unidos e se tornar um festival global, o Lollapalooza abriu caminho para se consolidar de vez entre os grandes eventos de música. Há mais de três décadas, segue ativo de forma sólida.
O próprio festival se define como uma potência global dos festivais de música. Isso é importante porque ele não é apenas um festival americano de sucesso, mas uma marca cultural transnacional, presente em várias regiões do mundo.
A capacidade de adaptação do festival também é um ponto forte, porque, mesmo presente em vários países, ele consegue reunir artistas relevantes e, , mantendo vivas as cenas nacionais.
No Brasil, a dimensão do festival também é de primeira linha. O Lollapalooza estreou no país em 2012, em São Paulo, com público de cerca de 70 mil pessoas. Em 2025, a edição brasileira chegou a 240 mil pessoas em três dias, com mais de 70 atrações.
Nos números, o festival também tem grande peso. Ele movimenta o turismo e, segundo a Choose Chicago, organização de marketing da cidade, o Lollapalooza de 2024, ao lado da NASCAR, contribuiu para 2,3 milhões de diárias de lazer em Chicago, alta de 4% em relação a 2023.
A importância do festival no cenário da música
O Lollapalooza ajudou a consolidar o modelo de festival multigênero, itinerante e depois global, além de aproximar música, arte, ativismo e cultura jovem em um só espaço.
A própria Recording Academy, responsável pelo Grammy, resume esse legado ao afirmar que o Lolla serviu de modelo para festivais que vieram depois, como o Bonnaroo, enquanto o site oficial destaca que ele foi pioneiro ao reunir vários gêneros no mesmo line-up, circular como festival, se expandir para vários dias, misturar arte e ativismo e ganhar alcance internacional.
Além da música, o Lollapalooza ajudou a aproximar entretenimento e ativismo ao abrigar, em diferentes momentos de sua trajetória, organizações como Greenpeace e PETA e iniciativas de participação cívica como o Rock the Vote.
Ele também ajudou a consolidar o festival como um espaço de descoberta de artistas, em que nomes ainda pequenos podem se tornar gigantes poucos anos depois, algo que ainda se vê ao olhar o line-up e encontrar artistas independentes ou menos conhecidos dividindo palco com grandes estrelas.
O Lolla também ajudou a ampliar a aceitação de mudanças na curadoria, como a entrada mais forte do hip-hop e, depois, da música eletrônica nos palcos principais, mesmo tendo nascido ligado ao rock alternativo..
Edições e acontecimentos históricos do festival
Inegavelmente, a primeira edição foi histórica para o festival e reuniu artistas como Jane ‘s Addiction, Siouxsie and the Banshees, Living Colour e Nine Inch Nails.
Já a edição seguinte, em 1992, ajudou a impulsionar essa explosão de popularidade ao trazer a banda grunge Pearl Jam como uma das atrações. O grupo entrou em um horário intermediário, mas, quando a turnê ganhou força, já era uma das maiores bandas dos Estados Unidos.
Em 1993, o Rage Against the Machine marcou a história do festival ao subir ao palco em protesto contra a censura do Parents Music Resource Center, o PMRC, comitê americano criado em 1985 para ampliar o controle dos pais sobre o acesso de menores a músicas com conteúdo sexual, violento ou ligado às drogas.
A banda subiu ao palco completamente nua, ficou em silêncio por 15 minutos, com fitas na boca e as letras “PMRC” escritas no peito.
Já no período em que se firmou em Chicago, a apresentação de Lady Gaga, em 2007, em um palco pequeno, é lembrada como um exemplo perfeito do Lolla como vitrine de futuros gigantes.
Na mesma lógica de revelar tendências, o DJ deadmau5 se apresentou no festival em 2011 e ajudou a abrir espaço para a entrada mais forte da música eletrônica no evento.
Em meio a uma relevância histórica e a um legado que segue vivo até hoje, o Lollapalooza mantém a força da música ao vivo em evidência ao redor de todo o mundo.
Lollpalooza Brasil 2026
Data: 19, 20 e 21 de Março
Local: Autódromo de Interlagos – Interlagos, São Paulo
Abertura dos portões: 11h
Encerramento: 01h
Mais informações: https://www.lollapaloozabr.com/
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