Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos. Entre os artistas que vão subir ao palco, o Pop aparece com força e se consolida […]
Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos.
Entre os artistas que vão subir ao palco, o Pop aparece com força e se consolida como uma das principais marcas do festival.
Essa força aparece tanto entre os headliners quanto entre outros nomes da lineup que estão em ascensão.
Quais artistas Pop valem a pena ver no Lolla?
Sabrina Carpenter
Uma das principais headliners do festival, que voltou ao Brasil após explodir em popularidade com os dois últimos álbuns, Short n’ Sweet (2024) e Man’s Best Friend (2025), é hoje uma das maiores artistas pop da atualidade.
Na sonoridade, Sabrina não se limita ao Pop de rádio. Nos trabalhos mais recentes, mistura o gênero com elementos de Disco, Country, R&B e Folk.
Os singles são uma de suas principais vitrines, como os hits “Espresso” e “Please Please Please”, que reforçam esse estilo leve e cuidadosamente construído para grudar na cabeça.
O principal motivo para dar uma chance a Sabrina Carpenter é que ela entrega mais do que um viral de internet. A cantora tem repertório forte, reúne diversos hits, presença de palco e uma persona artística bem construída, com shows teatrais e estética retrô glamourosa.
Chapell Roan
Outro grande nome do Pop mundial é Chappell Roan, que vem ao Brasil para sua primeira apresentação e ganhou popularidade nos últimos anos por se tornar uma das principais representações da comunidade lésbica no Pop.
Chappell aposta em músicas com refrões explosivos e uma energia quase de personagem no palco.
Nas músicas, ela equilibra vulnerabilidade, humor e catarse. Esse conjunto funciona bem para quem gosta de artistas com conceito e presença, algo que costuma gerar cantoria em coro, ideal para um festival.
A artista também se apresentou na edição de 2025 do Grammy com “Pink Pony Club”, em uma performance marcada por visuais maximalistas e um forte senso de espetáculo, combinação que promete animar os fãs de Pop.
Ela chega com dois singles lançados em 2025, “The Subway” e “The Giver”. Em 2024, lançou um de seus maiores hits, “Good Luck Babe”. Já no álbum The Rise and Fall of a Midwest Princess (2023), aparecem alguns de seus trabalhos mais conhecidos, como “HOT TO GO!” e o já citado “Pink Pony Club”.
Lorde
Em uma linha tênue entre o Pop e o Alternativo, Lorde mistura os dois de forma orgânica, o que a transforma em uma autora original no cenário atual.
Sua explosão veio com “Royals”, single de estreia lançado em 2013 que ajudou a definir sua imagem: uma compositora de Pop com olhar crítico, letras mais maduras que a média do mainstream e uma postura quase antipop no modo de escrever e se apresentar.
Ela não é uma artista que repete a mesma fórmula de disco para disco. Em Pure Heroine (2013), o som era mais minimalista, seco e eletrônico, um pop alternativo que soava quase deliberadamente anti-exagero.
Em Melodrama (2017), ela levou o som para um pop mais dramático, catártico e emocional, pensado como uma narrativa sobre festas, ressacas emocionais e o fim da juventude.
Já em Solar Power (2021), trocou a eletrônica por um som mais orgânico e contemplativo, ligado aos violões, à ambiência natural e a um ritmo menos urgente, que combina com a estética ensolarada do álbum.
Por fim, em seu trabalho mais recente, Virgin (2025), ela se reconecta com uma faceta mais crua e frontal, em um disco marcado pelo minimalismo, pela vulnerabilidade e pela exposição pessoal.
Lewis Capaldi
O único nome masculino entre os headliners de Pop é o escocês Lewis Capaldi. O cantor alavancou a carreira em 2019, quando o single “Someone You Loved” passou sete semanas em primeiro lugar no Reino Unido e chegou ao nº 1 da Billboard Hot 100 nos Estados Unidos.
Capaldi trabalha principalmente com Pop e Pop Soul centrado no piano, com arranjos que também valorizam a melodia de sua voz. As músicas costumam começar de forma minimalista, com piano ou poucos instrumentos, e crescem aos poucos até refrões mais intensos, que em um festival funcionam bem para criar expectativa e depois levar a multidão ao êxtase.
Entre os principais sucessos, além de “Someone You Loved”, estão “Before You Go”, “Hold Me While You Wait”, “Forget Me” e “Pointless”. No fim de 2025, ele lançou o EP Survive, que marcou sua volta após um hiato desde 2023 para cuidar da saúde mental.
Addison Rae
Fora do Pop mais tradicional, Addison Rae flerta com a música eletrônica ao apostar em um pop eletrônico de pulso lento, que mistura Synth-pop, clima etéreo e influências de Trip Hop e do Dance-pop dos anos 1990 e 2000.
Seu principal ponto de virada foi o álbum Addison, lançado em 2025, que estreou em 4º lugar na Billboard 200 e ainda lhe rendeu uma indicação ao Grammy de artista revelação, prêmio que acabou com Olivia Dean.
“Diet Pepsi”, um de seus maiores hits, é um alt-pop sonhador; “Aquamarine” puxa para uma faixa mais dançante e de clima club, com bateria four-on-the-floor; “Headphones On” segue por um caminho mais trip-hop; e “High Fashion” aposta em uma construção mais contida, com atmosfera de luxo frio.
Outro ponto forte para vê-la é o show. Addison já passou por festivais e apresentações ao vivo em que suas músicas funcionam não só no fone, mas também no palco, com coreografia, imagem e um senso de performance bem alinhado ao próprio material.
Ruel
Um grande nome do pop australiano que constrói sua carreira desde os 14 anos, em 2017, é Ruel, que centra seu som no Pop, com pitadas de Alt Pop e um flerte com o R&B.
Em 4th Wall, lançado em 2023, ele mudou a direção do som e deixou o R&B mais puro para explorar um pop alternativo com construções mais cinematográficas. Já em Kicking My Feet, seu álbum mais recente, de 2025, predomina um som mesclado que mistura Pop, Alt e R&B de forma mais dinâmica.
Ruel costuma trabalhar com uma voz grave e aveludada e refrões limpos, sem exagero na produção, um diferencial importante para um artista pop em ascensão.
Em vez de apostar em um Pop explosivo de pista, ele segue por um caminho mais orgânico, introspectivo e dramático.
MARINA
Marina Diamandis usa um nome artístico mais direto, assinando apenas como MARINA, em letras maiúsculas, o que reforça sua presença forte enquanto mistura Art Pop, Synth-pop e Electropop, sempre com a teatralidade do Pop em destaque.
Ela surgiu no fim dos anos 2000 como Marina and the Diamonds e logo ganhou relevância, ao ficar em 2º lugar no BBC Sound of 2010 e conquistar espaço principalmente na cena do Pop britânico da época.
As músicas de MARINA costumam ter sintetizadores fortes, refrões marcantes, interpretação teatral e letras mais afiadas.
Uma característica importante é que ela alterna bem entre o exagero Pop e a vulnerabilidade. Consegue fazer faixas mais performáticas, quase satíricas, como “Primadonna”, e também baladas e canções mais íntimas, algo evidente em “Happy”.
Seu Pop reúne personalidade e conceito em um só pacote. Para quem gosta de artistas com um universo visual forte, letras mais afiadas e músicas que vão do Synth-pop dramático ao Disco Pop dançante, ela se destaca como um nome bem mais interessante que a média do gênero.
Katseye
O único girl group global do festival, o Katseye, conta com seis integrantes: Daniela, Lara, Manon, Megan, Sophia e Yoonchae. Mesmo sendo um grupo global, com integrantes de diferentes origens, elas bebem bastante da fonte dos grupos de K-pop.
O pop do grupo é bem atual, com mistura de Dance-pop, Electropop e R&B-pop, além de uma produção marcada pelo estilo Internet-era Pop, moldado para a lógica viral, algo que elas conseguiram com os singles “Gnarly” e “Gabriela”.
Assim como outros grupos, especialmente no K-pop, elas também apostam forte em coreografias e na fórmula viral de faixas curtas e marcantes que circulam com facilidade nas redes.
O contexto também ajuda a entender o grupo, já que ele surgiu em meio ao enorme domínio do K-pop e à tentativa de replicar esse modelo no Ocidente. Nesse cenário, o KATSEYE se tornou uma das apostas que deram certo e conseguiram viralizar.
RIIZE
Agora, falando de K-pop em si, o boy group RIIZE é o único da categoria no festival e atua com seis integrantes: Shotaro, Eunseok, Sungchan, Wonbin, Sohee e Anton.
O ponto mais importante para entender o RIIZE é a ideia de “Emotional Pop”, termo que o próprio grupo usa para definir sua música. Na prática, significa um pop pensado para soar emocional e acessível, ligado a experiências cotidianas, sem abrir mão da performance de idol.
Na sonoridade, o RIIZE não fica preso a um único molde. “Get A Guitar” resume bem o lado mais leve, funky e viciante do grupo, com pegada pop dançante e refrão imediato. “Love 119” mostra um lado mais melódico e sentimental, enquanto “Impossible” puxa para um som mais acelerado e brilhante, com base House inspirada nos anos 2000.
O resultado é um grupo que mistura energia de performance com músicas relativamente fáceis de ouvir fora do contexto do fandom, ideal para quem procura um grupo masculino menos barulhento e mais melódico.
Pop no Lollapalooza: Confira a grade de horários
Sexta – 20 de Março
16h55 – Ruel (Palco Flying Fish)
21h30 – Sabrina Carpenter (Palco Budweiser)
Sábado – 21 de Março
16h55 – Marina (Palco Budweiser)
19h05 – Lewis Capaldi (Palco Budweiser)
21h30 – Chapell Roan (Palco Budweiser)
21h30 – RIIZE (Palco Flying Fish)
Domingo – 22 de Março
18h00 – Addison Rae (Palco Samsung Galaxy)
20h10 – Lorde (Palco Samsung Galaxy)
21h30 – KATSEYE (Palco Flying Fish)
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