- Bearden retorna como diretor musical da 98ª edição, responsável pela sonorização da cerimônia.
- Em pré-rehearsais na Eastwood Scoring Stage, em Los Angeles, a orquestra ensaia cerca de vinte peças em trinta minutos.
- A produção traz apresentações da Melhor Canção Original, com duas indicadas: “I Lied to You” (Sinners) e “Golden” (KPop Demon Hunters), com elenco de artistas.
- A equipe precisa de autorização para tocar canções de terceiros; se não houver permissão, substituições são feitas.
- In Memoriam, arranjado por Bearden, terá um segmento dedicado aos que faleceram, com escolhas ainda em segredo, buscando emocionar o público.
Michael Bearden volta a conduzir a orquestra na cerimônia do Oscar. O diretor musical participa pela segunda vez, em posição central nos ensaios de šest dias antes do 98º Academy Awards. O local é o Eastwood Scoring Stage, nos estúdios Warner Bros, em Los Angeles.
Durante a segunda dia de pré-rehearsais, a orquestra executa cerca de 20 peças em 30 minutos. Bearden orienta com firmeza, pedindo movimentos soltos e timbres nítidos em momentos de maior emoção. A equipe trabalha para ajustar o tom da transmissão de Hollywood.
A produção encontra-se diante de um programa que envolve muitas peças musicais. Bearden explica que o conjunto pode chegar a 111 ou 112 trechos em uma edição anterior, e que a nova montagem ainda cresce até dias antes do show. O objetivo é manter a evolução constante.
Momentos musicais e escolhas
Entre as novidades, retorna a performance de Best Original Song com duas indicadas: I Lied to You, de Sinners, e Golden, de KPop Demon Hunters. Bearden coordena com os intérpretes, que incluem Miles Caton, Raphael Saadiq e um elenco que também reúne Buddy Guy, Brittany Howard e Shaboozey na primeira canção, e Ejae, Audrey Nuna e Rei Ami na segunda.
Outra frente importante é a necessidade de autorização para as músicas, pois grande parte do repertório é de terceiros. Quando uma faixa essencial não recebe a permissão, a equipe opta por substituição, mantendo o conceito emocional desejado pela direção musical.
Bearden destaca ainda os desafios de encaixar trechos antes dos intervalos comerciais. A escolha recai sobre a parte da música que seja ao mesmo tempo marcante e reconhecível, permitindo que o público se conecte rapidamente, mesmo com apenas alguns segundos de entrada.
Memória e tom da cerimônia
Uma das peças-chave deste ano é o In Memoriam, arranjada por Bearden. As escolhas específicas permanecem em segredo, mas o objetivo é homenagear figuras falecidas com respeito e profundidade, em meio a uma produção que envolve toda a equipe do Oscar.
Entre os dias de preparação, o diretor comenta que o time e a equipe da premiação trabalham com seriedade para acertar cada detalhe. O tom geral busca transmitir emoção genuína, sem deixar de lado a grandiosidade esperada pela cerimônia.
Bearden resume a missão: selecionar músicas que toquem o público e movam as pessoas. Em cada etapa de preparação, ele enfatiza o objetivo de criar uma experiência emocionalmente poderosa para a audiência, antes da abertura do telão.
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