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Guia dos alternativos no Lollapalooza: veja quem vale a pena acompanhar e onde assisti-los

Passando por Shoegaze até Art Pop, os alternativos montam um dos cenários mais diversos no festival

Foto: Creative Commons

Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos. Entre os artistas que vão subir ao palco, a música alternativa aparece como uma das vertentes […]

Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos.

Entre os artistas que vão subir ao palco, a música alternativa aparece como uma das vertentes mais diversas do line-up, reunindo influências que vão do Rock ao MPB e contando, inclusive, com um dos headliners.

Quais artistas Alternativos valem a pena ver no Lolla?

Lorde

Em uma linha tênue entre o Pop e o Alternativo, Lorde mistura os dois de forma orgânica, o que a transforma em uma autora original no cenário atual.

Sua explosão veio com “Royals”, single de estreia lançado em 2013 que ajudou a definir sua imagem: uma compositora de Pop com olhar crítico, letras mais maduras que a média do mainstream e uma postura quase antipop no modo de escrever e se apresentar.

Ela não é uma artista que repete a mesma fórmula de disco para disco. Em Pure Heroine (2013), o som era mais minimalista, seco e eletrônico, um pop alternativo que soava quase deliberadamente anti-exagero.

Em Melodrama (2017), ela levou o som para um pop mais dramático, catártico e emocional, pensado como uma narrativa sobre festas, ressacas emocionais e o fim da juventude.

Já em Solar Power (2021), trocou a eletrônica por um som mais orgânico e contemplativo, ligado aos violões, à ambiência natural e a um ritmo menos urgente, que combina com a estética ensolarada do álbum.

Por fim, em seu trabalho mais recente, Virgin (2025), ela se reconecta com uma faceta mais crua e frontal, em um disco marcado pelo minimalismo, pela vulnerabilidade e pela exposição pessoal.

Blood Orange

Devonté Hynes é o nome por trás do Blood Orange. O artista britânico ganhou cada vez mais espaço no cenário do pop e da música alternativa e chega ao Lolla com um álbum recém-lançado, Essex Honey (2025), seu primeiro trabalho de estúdio completo desde Negro Swan, de 2018.

A sonoridade do Blood Orange mistura R&B alternativo, Synth-pop, Funk, Indie Rock, Art Pop e Soul, quase sempre com arranjos elegantes. Suas músicas costumam se apoiar em groove, textura, melancolia e ambientação, com destaque para o baixo, as guitarras limpas e os vocais muitas vezes mais contidos.

As músicas dele costumam abordar temas como identidade, desejo, solidão, vulnerabilidade, raça, gênero e a vida urbana contemporânea. É um projeto em que a atmosfera pesa tanto quanto a letra, já que, em vez de seguir por um caminho grandioso, Blood Orange geralmente aposta em um som mais íntimo, nostálgico e introspectivo.

Terraplana

Saindo do R&B Alternativo e entrando no Shoegaze, aparece a Terraplana, banda curitibana formada por Stephani Heuczuk, Vinícius Lourenço, Cassiano Kruchelski e Wendeu Silverio. O grupo se consolidou como um dos nomes mais fortes do shoegaze brasileiro, sobretudo dentro da cena independente.

A sonoridade da banda mistura Shoegaze, Indie Rock, Post-rock e Slowcore. Na prática, isso aparece em camadas de guitarra, distorção e vocais suaves, mas sem se limitar ao “som nebuloso” mais comum do Shoegaze.

As músicas da Terraplana costumam falar de memória, perdas, relacionamentos e sentimentos difíceis de organizar. É uma banda em que a atmosfera tem muito peso, mas as letras também se destacam. O grupo chega ainda em um momento de ascensão, impulsionado pelo recém-lançado Natural (2025), seu segundo disco, e por apresentações ao lado de nomes como Deafheaven e Slowdive, uma das bandas mais importantes do shoegaze.

Oruã

Uma das bandas que mais gerou confusão no anúncio do line-up por ter um nome muito parecido com o do rapper Oruam, que está foragido desde o início de fevereiro, mas que não tem qualquer relação com o artista, é a carioca Oruã.

Formada no Rio de Janeiro e liderada pelo guitarrista e compositor Lê Almeida, nome importante da cena independente carioca, a banda surgiu em meados da década de 2010 e segue conquistando espaço para além do circuito alternativo, com a presença no Lolla como um dos sinais desse crescimento.

O grupo mistura Rock Psicodélico e Experimental com influências de Krautrock, Noise Rock e Indie Experimental. As músicas se apoiam em guitarras repetitivas, distorção pesada, grooves hipnóticos e longas passagens instrumentais, muitas vezes com clima de improviso.

Como mencionado, a banda tem o Krautrock como uma de suas bases, movimento de Rock Experimental alemão do fim dos anos 60 e início dos 70. Essa influência dá a algumas músicas um caráter quase hipnótico e aproxima o som tanto do Rock Psicodélico quanto da música experimental.

Jadsa

Indicada ao Grammy Latino de 2026 na categoria de Melhor Álbum de Rock e Música Alternativa em Língua Portuguesa, Jadsa vive um momento de expansão, embora sua popularidade já venha de alguns anos, especialmente desde o lançamento de Olho de Vidro, em 2021.

A sonoridade dela passa pelo MPB, Indie Pop, Rock Alternativo, Blues, Jazz e Neo-soul. Na prática, isso aparece em músicas que misturam guitarras, arranjos menos convencionais e atmosferas densas, sempre com muita personalidade.

Em seu primeiro disco, Olho de Vidro, ela já contava com participações de artistas como Kiko Dinucci, Ana Frango Elétrico, Luiza Lian e BaianaSystem. Já em Big Buraco, lançado em 2025, apresenta um trabalho que amplia seu repertório sonoro e a coloca em um lugar ainda mais profundo dentro da música brasileira contemporânea.

Outros artistas alternativos no Lollapalooza

Interpol: Banda do revival pós-punk dos anos 2000, conhecida por um som elegante, sombrio e urbano, marcado por guitarras angulares, baixo pulsante e uma atmosfera fria e hipnótica.
Viagra Boys: Banda sueca de post-punk que usa, humor ácido e letras satíricas para criar um som caótico, debochado e nervoso.
Scalene: Banda que mistura rock alternativo com pós-hardcore.
Cidade Dormitório: banda sergipana que transforma o indie rock em algo mais torto, lo-fi e psicodélico.
Papangu: Grupo paraibano que leva o rock progressivo a um terreno muito próprio, unindo metal, experimentação e referências nordestinas.
Varanda: Banda mineira que aproxima indie pop, indie rock e MPB em um som sensível e acolhedor.
Papisa: Projeto solo de Rita Oliva, que transita pelo indie pop e dream pop com delicadeza.

Alternativos no Lollapalooza: Confira a grade de horários

Sexta – 20 de Março

13h40 – Terraplana (Palco Samsung Galaxy)
14h45 – Scalene (Palco Flying Fish)
15h50 – Viagra Boys (Palco Samsung Galaxy)
16h55 – Blood Orange (Palco Budweiser)
18h00 – Interpol (Palco Samsung Galaxy)

Sábado – 21 de Março

12h45 – Jadsa (Palco Budweiser)
13h40 – Varanda (Palco Samsung Galaxy)
14h45 – Cidade Dormitório (Palco Flying Fish)

Domingo – 22 de Março

12h45 – Papisa (Palco Budweiser)
12h45 – Papangu (Palco Flying Fish)
16h55 – Oruã (Palco Flying Fish)
20h10 – Lorde (Palco Samsung Galaxy)

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