- Hamilton de Holanda complete 50 anos no dia 30 e prepara o 50º álbum, com lançamento previsto para maio e composições próprias inspiradas no Brasil.
- O músico conquistou o Grammy Latino com o projeto Hamilton de Holanda Trio – Live in NYC e já recebeu quatro prêmios nessa categoria.
- Transformou o bandolim ao acrescentar cordas graves, tornando-o polifônico com dez cordas, o que amplia as possibilidades de harmonia e ritmo.
- Sua trajetória é marcada por influências de Jacob do Bandolim e outros mestres, começando no Clube de Choro de Brasília e tendo formação pela Universidade de Brasília.
- Ao longo da carreira, dividiu palco com artistas internacionais e é reconhecido pela imprensa estrangeira, ganhando destaque como referência do bandolim.
Hamilton de Holanda celebra 50 anos com novo disco instrumental. O violonista brasileiro lança o 50º álbum, previsto para maio, que marca a idade completona do artista e reforça a raiz brasileira em composições próprias.
O músico já soma 49 álbuns na carreira e tem reconhecimentos internacionais. Em 2023, seu projeto Hamilton de Holanda Trio – Live in NYC venceu o Grammy de Melhor Álbum de Jazz Latino. Quatro prêmios do Grammy Latino já constam em sua trajetória.
O novo disco em produção enfatiza a influência do Brasil, com inspirações que passam por Zélia do Prado, mestra do Recôncavo Baiano, e Paulo Flores, cantor angolano do semba. A ideia é explorar raízes nacionais na linguagem instrumental.
Hamilton nasceu no Rio de Janeiro e cresceu em Brasília, onde a música ganhou território desde a infância. O pai, José Américo, foi violinista que ensinou harmonia aos filhos; o irmão, Fernando César, também participou da formação musical.
A inovação marcante de sua carreira foi ampliar o bandolim, adicionando dois pares de cordas graves para chegar a dez cordas. Essa modificação tornou o instrumento polifônico e possibilitou performances solo com acordes complexos.
Ao longo do tempo, o bandolim de dez cordas expandiu-se pelo país, influenciando outros músicos. Hamilton cita referências como Jacob do Bandolim, Luperce Miranda e Armandinho Macedo como pilares da sua formação.
Desde 2003, vive no Rio de Janeiro, onde teve dois filhos entre 2004 e 2007. Além da técnica, ele destaca a importância de entender o próprio papel na música, equilibrando ritmo, inovação e honestidade artística.
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