Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos. Entre os artistas que vão subir ao palco, a música eletrônica é a que conta com […]
Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos.
Entre os artistas que vão subir ao palco, a música eletrônica é a que conta com a maior quantidade de artistas, com 19 atrações que vão desde lendas renomadas até pessoas inusitadas.
Quais artistas de Eletrônica valem a pena ver no Lolla?
Skrillex
Representando a música eletrônica entre os headliners, está Sonny Moore, mais conhecido como Skrillex, um dos DJs mais influentes da cena eletrônica moderna.
Ele começou no rock, como vocalista da banda From First to Last, mas se tornou uma referência global ao migrar para a música eletrônica no fim dos anos 2000, ajudando a levar o dubstep ao mainstream.
No início, sua sonoridade ganhou força com um dubstep agressivo, marcado por drops pesados, graves distorcidos, batidas quebradas e uma energia explosiva, como em Scary Monsters and Nice Sprites (2010). O estilo acabou se tornando uma das principais referências da EDM nos anos 2010.
As músicas dele costumam ser pensadas para a performance ao vivo, com momentos de tensão e explosão, como o famoso “drop”, além de bastante variação dentro da mesma faixa.
Kygo
Kyrre Gørvell-Dahll, mais conhecido como Kygo, é um DJ e produtor norueguês que se tornou um dos nomes mais populares da música eletrônica global ao ajudar a definir e popularizar o Tropical House nos anos 2010.
Sua sonoridade se desenvolve no Tropical House, subgênero que mistura house com elementos de deep house e downtempo, marcado por melodias suaves, uso frequente de piano, synths leves e uma atmosfera relaxante.
Com o tempo, Kygo ampliou essa base e passou a incorporar elementos de pop, EDM comercial, Country e até R&B, sem abrir mão da identidade melódica. Em álbuns como Golden Hour (2020), ele mistura o Tropical House com outras influências e cria um som mais amplo, mas ainda acessível.
Peggy Gou
Diretamente da Coreia do Sul para a capital paulista, Peggy Gou se consolidou como um dos nomes mais influentes da música eletrônica atual. Ela surgiu no circuito underground europeu e rapidamente ampliou seu alcance, equilibrando a carreira nos clubes com uma presença forte no mainstream e também na moda.
A sonoridade dela gira principalmente em torno do House e do Techno, mas com uma abordagem muito própria. Peggy mistura House melódico, Disco, Techno e influências retrô em sets e faixas que priorizam groove, repetição hipnótica e elegância.
Um diferencial importante é que ela não aposta em drops agressivos, como na EDM tradicional. O foco está na fluidez contínua e na construção de atmosfera, em uma proposta muito mais próxima da cultura clubber europeia.
Brutalismus 3000
Com um nome que parece saído de uma distopia sci-fi, Brutalismus 3000 é um duo de música eletrônica formado em Berlim por Victoria Vassiliki Daldas e Theo Zeitner. O projeto surgiu por volta de 2020 e ganhou força com apresentações no Boiler Room e em festivais internacionais.
A sonoridade da dupla tem como base Techno, Hardcore, Gabber, Trance e Hard House, mas o diferencial está na forma como esses elementos se combinam, com uma estética Punk, industrial e eletrônica dos anos 1990 e 2000.
As faixas do Brutalismus 3000 costumam ser diretas, intensas e feitas para a pista, mas com um componente performático muito forte. Não é uma eletrônica baseada no drop tradicional, já que o foco está na energia contínua, em uma proposta mais próxima da cultura rave e club europeia.
HorsegiirL
Com uma identidade completamente singular e sempre de máscara de cavalo, HorsegiirL é uma DJ, produtora e cantora alemã radicada em Berlim que surgiu por volta de 2022 e mantém até hoje o anonimato por meio de uma personagem metade humana, metade cavalo.
Sua sonoridade mistura Happy Hardcore, Hardstyle, Gabber, Eurodance e Trance, com BPM alto, kicks acelerados e energia constante. Na prática, as músicas trazem batidas muito rápidas, synths agudos, melodias pop simples e uma repetição hipnótica.
As músicas funcionam mais como experiência do que como canção tradicional. Em geral, são diretas, físicas e pensadas para a pista, com pouca preocupação com uma estrutura clássica.
DJ Diesel
Já pensou em ir ao Lollapalooza e dar de cara com uma das grandes lendas do basquete? Neste ano, isso é possível com o DJ Diesel, nome artístico do ex-jogador Shaquille O’Neal, que se reinventou como DJ e hoje é um nome consolidado na cena de Bass Music.
A sonoridade dele passa principalmente por Dubstep, Trap e Bass Music pesada, com foco total no impacto. As faixas trazem drops agressivos, graves distorcidos, BPM médio a alto e energia constante, pensadas para mosh pits e grandes festivais.
No contexto da cena, ele ocupa um lugar curioso, porque não é um DJ tradicional vindo do underground, mas também não se resume a uma celebridade brincando de fazer música. Com o tempo, passou a se inserir de forma real na cultura da Bass Music.
¥ousuke ¥uk1mat$u
Uma das histórias mais interessantes da música eletrônica é a de ¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U, que trabalhava na construção civil, mas deixou o emprego após receber um diagnóstico de câncer em 2016 e decidiu seguir na música. Depois de passar pelo tratamento, que incluiu duas cirurgias, ele se recuperou e, com o tempo, conquistou reconhecimento na cena eletrônica.
Yukimatsu não segue um gênero específico. Seus sets misturam Techno, Trance, Hardcore, Ambient, Noise, Pop e até Rock, muitas vezes na mesma apresentação. Ele também passou a ser apontado por muitos como dono da maior apresentação da história do Boiler Room, em Tóquio, em 2025.
Diferentemente de DJs que trabalham com drops e estruturas previsíveis, Yukimatsu aposta em transições longas, construção gradual e contrastes extremos, criando uma sensação quase cinematográfica.
Outros artistas de música eletrônica no Lollapalooza
BUNT.: produtor alemão que ficou conhecido por transformar folk e pop em música eletrônica calorosa e expansiva, com refrães emotivos e clima de estrada que conversa com quem gosta de Avicii e house mais acessível.
Ben Böhmer: um dos nomes mais fortes do melodic house atual, criando faixas elegantes e atmosféricas que misturam indie electronica, progressões emotivas e uma sensação quase cinematográfica de viagem.
RØZ: duo mexicano que vem ganhando força por uma identidade eletrônica maleável e moderna, com pegada de pista, apelo pop e um som que quebra fronteiras dentro da dance music latina.
Hamdi: produtor de bass music que junta dubstep, UK Garage e grime com impacto de pista enorme, graves pesados e energia de rave contemporânea.
ATKÖ: explora um som mais sofisticado, cruzando House Music, Afro House e referências brasileiras com acabamento de festival.
Bruna Strait: DJ e produtora carioca que chama atenção por sets enérgicos de Tech House, Minimal Deep Tech e House.
Aline Rocha: DJ e produtora brasileira que trabalha house, disco, nu disco e clássicos com groove refinado, unindo nostalgia, elegância e energia de pista em sets muito bem conduzidos.
Camila Jun: Nome em ascensão da house music brasileira, com repertório amplo que vai do underground ao mainstream e sets pensados para manter a pista em movimento do começo ao fim.
Zopelar: Produtor que mistura house, funk, jazz, synths e ritmos nacionais com muita musicalidade e espírito de underground paulistano.
IDLIBRA: projeto da pernambucana Libra Lima, artista e curadora que usa a música eletrônica como base para uma pesquisa de bass music, texturas experimentais e identidade forte ligada ao Nordeste.
Entropia: DJ e produtor pernambucano radicado em São Paulo que circula pela cena queer e
underground com live sets densos e autorais.
Blackat: Orbita entre house, tech e sonoridades voltadas para a cena independente.
Eletrônica no Lollapalooza: Confira a grade de horários
Sexta – 20 de Março
12h00 – Camila Jun (Palco Perry’s by Fiat)
13h00 – Bruna Strait (Palco Perry’s by Fiat)
14h15 – ATKÖ (Palco Perry’s by Fiat)
15h30 – Aline Rocha (Palco Perry’s by Fiat)
16h45 – Horsegiirl (Palco Perry’s by Fiat)
18h00 – DJ Diesel (Palco Perry’s by Fiat)
19h15 – Bunt. (Palco Perry’s by Fiat)
20h30 – Ben Böhmer (Palco Perry’s by Fiat)
22h15 – Kygo (Palco Perry’s by Fiat)
Sábado – 21 de Março
12h00 – Blackcat (Palco Perry’s by Fiat)
18h00 – Hamdi (Palco Perry’s by Fiat)
20h10 – Skrillex (Palco Samsung Galaxy)
22h00 – Brutalismus 3000 (Palco Perry’s by Fiat)
Domingo – 22 de Março
13h00 – Entropia (Palco Perry’s by Fiat)
16h30 – Idlibra (Palco Perry’s by Fiat)
17h45 – Zopelar (Palco Perry’s by Fiat)
19h00 – RØZ (Palco Perry’s by Fiat)
20h15 – ¥ousuke ¥uk1mat$u (Palco Perry’s by Fiat)
21h45 – Peggy Gou (Palco Perry’s by Fiat)
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