Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Guia do Rap no Lollapalooza: veja quem vale a pena acompanhar e onde assisti-los

Festival aposta em veteranos já consagrados assim como nomes em ascensão e artistas inéditos no país

Foto: Reprodução/Youtube

Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos. Entre os artistas que vão subir ao palco, o rap terá dois headliners, entre eles uma […]

Entre sexta-feira (20) e domingo (22), o Lollapalooza Brasil chega a São Paulo, no Autódromo de Interlagos, com cerca de 12 horas de shows por dia que reúnem mais de 70 atrações nacionais e internacionais para todos os gostos.

Entre os artistas que vão subir ao palco, o rap terá dois headliners, entre eles uma rapper em ascensão e um nome inédito no festival no país.

Quais artistas de Rap valem a pena ver no Lolla?

Tyler The Creator

Um dos principais nomes do festival é o rapper americano Tyler, The Creator, que fará sua primeira apresentação no país como headliner após alcançar o mainstream. O artista já esteve no Brasil em 2011, no festival SWU, ao lado do coletivo Odd Future, quando ainda estava no início da carreira.

A sonoridade dele mudou bastante ao longo da carreira. No início, fazia um Rap mais cru, sombrio e provocador, com produção Lo-fi. Depois, passou a incorporar elementos de Jazz Rap, Neo-Soul, Funk, Synth-pop e Psicodelia, o que deixou o som mais melódico e sofisticado.

As músicas dele costumam misturar batidas detalhadas, linhas de baixo marcantes, sintetizadores retrô, vocais manipulados e diferentes seções dentro da mesma faixa. Hoje, as letras são mais pessoais do que no início da carreira e giram em torno de ego, desejo, solidão, relações, fama, identidade e vulnerabilidade.

Além da música, ele também construiu um universo próprio, com a Golf Wang e o festival Camp Flog Gnaw, o que ajuda a entender por que cada fase dele parece uma era completa.

Doechii

Uma das headliners em ascensão é a rapper Doechii, que vem ganhando força no Hip-hop moderno. Ela começou a chamar atenção com músicas virais e rapidamente se tornou um fenômeno, movimento que culminou na vitória do Grammy de Melhor Álbum de Rap em 2025 com Alligator Bites Never Heal.

Em 2024, a artista se apresentaria no Brasil, mas cancelou o show por “motivos pessoais imprevistos”, sem dar muitos detalhes. A explicação mais plausível é que a apresentação coincidiu com seu período de ascensão, o que a levou a voltar aos Estados Unidos para aproveitar outras oportunidades.

A sonoridade dela é um dos principais destaques. Doechii não faz um Rap tradicional: mistura Hip-hop com R&B, Pop Alternativo, Jazz, Soul e até elementos experimentais. Em um momento, aparece em um Rap mais cru e técnico; no outro, surge com vocal melódico ou uma produção mais teatral.

As músicas costumam ter muita variação interna, com mudanças de flow, estrutura e clima na mesma faixa. Esse dinamismo é uma das marcas da artista.

Cypress Hill

Um dos nomes mais antigos e tradicionais da lista é o Cypress Hill, grupo de Hip-hop formado no fim dos anos 1980 em Los Angeles e um dos responsáveis por ajudar a moldar o som da Costa Oeste dos Estados Unidos. A formação clássica reúne B-Real, Sen Dog, DJ Muggs e Eric Bobo..

A sonoridade do Cypress Hill mistura Hip-hop, Rap Hardcore, elementos psicodélicos, Rock e influências latinas, criando um som pesado, atmosférico e, muitas vezes, mais sombrio do que o padrão da época.

As músicas do grupo costumam ter um clima denso, mas com um diferencial importante: o Cypress Hill sempre incorporou um tom psicodélico e até ácido, tanto na produção quanto nas letras.

Os temas passam pela vida urbana, violência, política, cultura latina e, principalmente, pelo uso de cannabis, elemento que se tornou uma das principais marcas do grupo e ajudou a consolidar sua identidade cultural.

Negra Li

Um dos nomes mais tradicionais entre os brasileiros que vão se apresentar no festival é Negra Li, uma das figuras mais importantes da música brasileira contemporânea quando o assunto é a ponte entre Rap, R&B e Pop.

Natural da periferia de São Paulo, ela surgiu ainda nos anos 1990 dentro do movimento Hip-hop, especialmente como integrante do grupo RZO, e ajudou a consolidar a presença feminina no Rap nacional.

A sonoridade de Negra Li evoluiu bastante ao longo da carreira, mas sempre manteve uma base muito clara: ela mistura Rap com canto melódico, em uma fusão que se aproxima do R&B, Soul e do Pop brasileiro. Com o tempo, também passou a incorporar elementos de MPB, Reggae, Jazz e até Afrobeat.

As músicas dela costumam equilibrar dois lados. De um, vem a força do Hip-hop, com letras sobre periferia, identidade, racismo, resistência e vivência urbana. De outro, aparece uma face mais melódica e emocional, com temas como amor, autoestima, superação e empoderamento feminino.

Febre90s

Febre90s é uma dupla brasileira formada pelo MC carioca Pumapjl e pelo produtor paulista SonoTWS, hoje vista como um dos nomes mais interessantes do Rap nacional contemporâneo, especialmente dentro do Boom bap, gênero que a dupla ajudou a recolocar nos holofotes.

A dupla trabalha um som inspirado no Hip-hop dos anos 1990, com batidas de Boom bap clássico, muitas vezes construídas com samples antigos e estética analógica, o que resulta em uma sonoridade mais “suja” e em um clima bem retrô.

Enquanto a base sonora remete ao Rap clássico, as letras são totalmente atuais e retratam a realidade do subúrbio carioca, a vivência nas ruas, o cotidiano e os conflitos sociais.

FBC

O rapper mineiro FBC se tornou um dos nomes mais originais da música brasileira recente ao misturar Rap com Funk, Música Eletrônica e uma estética retrô de pista. Ele começou nas batalhas de MC e construiu a própria trajetória no underground antes de alcançar o mainstream com o álbum BAILE (2021).

FBC transita entre gêneros, mas algumas bases são bem claras: ele mistura Hip-hop, Funk dos anos 1990, Miami Bass, Trap e Dance Music, o que resulta em um som com graves marcantes, batidas dançantes e synths vintage.

As músicas de FBC costumam alternar entre dois registros. Em algumas, ele foca na pista, na sensualidade e em uma linguagem direta, com energia de baile e refrões simples. Em outras, apresenta um lado mais reflexivo e social, com temas como periferia, desigualdade, vivência urbana e identidade.

Rap no Lollapalooza: Confira a grade de horários

Sexta – 20 de Março
14h45: Negra Li (Palco Budweiser)
19h05: Doechii (Palco Budweiser)

Sábado – 21 de Março
15h30 -Febre90s (Palco Perry’s by Fiat)
18h00 – Cypress Hill (Palco Samsung Galaxy)

Domingo – 22 de Março
19h05 – FBC (Palco Flying Fish)
21h30- Tyler, The Creator (Palco Budweiser)

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais