- O músico americano Moby disse que a letra de Lola, do The Kinks, é “grota” e “transfóbica” em entrevista recente.
- Lola, de Ray Davies, fala de um encontro em um bar de Soho entre um rapaz e Lola, cuja identidade é possivelmente trans ou drag queen.
- A canção, lançada há 56 anos, chegou a segundo lugar nas paradas do Reino Unido em mil setecentos e noventa e tornou-se marco por abordar temas LGBTQ+.
- A letra original citava Coca‑Cola, o que levou a BBC a banir a faixa até Davies trocar a referência para “cherry cola” na rádio britânica.
- O guitarrista Dave Davies respondeu publicamente a Moby, enfatizando que a música não é transfóbica e destacando apoio de Jayne County, trans e icone pioneira da cena, que elogiou a música.
Músico americano Moby criticou a música Lola, dos The Kinks, chamando a letra de grosseira, transfóbica e não evolucionada. A declaração surgiu durante a entrevista para a seção Honest Playlist do Guardian. A canção, lançada há 56 anos, ainda dá o que falar.
Lola, escrita por Ray Davies, narra um encontro em um bar de Soho entre um jovem e a personagem Lola, que pode ser uma trans mulher ou drag queen. A letra retrata confusão inicial, depois um sentimento de aceitação. A obra é considerada pioneira ao tratar de temas de identidade e amor.
A interpretação de Moby provocou resposta do The Kinks, em especial do guitarrista Dave Davies, irmão de Ray. Davies afirmou em rede social que se sentiu ofendido com as acusações de que o grupo seria unevolved ou transfóbico. A troca ocorreu após Davies receber uma carta de Jayne County, cantora trans e icônica figura do movimento trans.
Reação de Jayne County e apoio público
County, que liderou a Wayne County & the Electric Chairs e assumiu identidade feminina em 1979, enviou uma carta destacando o papel de Lola na quebra de barreiras. A mensagem ressalta que a música apresentou temas trans para o público, num momento em que isso era pouco comum.
Davies compartilhou trechos da carta, enfatizando que Lola colaborou para abrir espaço para diferentes identidades e orientações sexuais. O músico também mencionou que os fãs e artistas trans acompanharam a banda ao longo da carreira, mantendo o tom de celebração à diversidade.
Até o fechamento deste texto, Moby não havia respondido publicamente à reação de Davies. A discussão evidencia como obras antigas ainda geram leituras distintas e discussões sobre representação e empatia na música.
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