- A banda Nabeel, de Virgínia, liderada pelo iraquiano-americano Yasir Razak, trabalha com shoegaze e grunge em árabe e é totalmente independente.
- Eles lançaram dois EPs e o álbum de estreia ghayoom, e exploram temas como imigração, lar, masculinidade e família, com vídeos e arte de capa que homenageiam a família de Razak.
- O single breakout lazim alshams tem mais de 1 milhão de plays no Spotify, e o grupo tem ganhado fãs na Europa, além de ser citado pela Spotify na lista Best of Fresh Finds Rock de 2025.
- Razak destaca a importância da ligação com a lineage e da identidade em diaspora, conectando a música à história da família e à memória do Iraque.
- O conteúdo lírico é acompanhado de traduções no Bandcamp, facilitando o alcance do público que não fala árabe.
Nabeel é uma banda independente baseada na Virgínia, liderada pelo músico iraquiano-americano Yasir Razak. A dupla mistura shoegaze e grunge em letras em árabe, conquistando público além do mundo árabe. Razak também atua como professor de English as a Second Language em um colégio próximo a Richmond.
Formada há três anos, a banda já lançou dois EPs e o álbum de estreia ghayoom, cuja tradução é “nuvens”. O som remete ao grunge dos anos 90, com guitarras distorcidas e a voz marcante de Razak, que dialoga com temas como imigração, país de origem, masculinidade e família.
Nabeel mantém o tom artesanal de produção e é inteiramente independente. As obras costumam retratar a história de Razak e de sua família, com capas e videoclipes que valorizam a memória de deslocamentos forçados do Iraque. O próprio nome da banda presta homenagem ao pai do músico.
A banda vem expandindo a presença internacional, com shows na Europa e reconhecimentos no circuito de rock alternativo. Em 2025, entrou na playlist Spotify Best of Fresh Finds Rock, referência para bandas emergentes de rock, destacando o alcance além do público que fala árabe.
Cada lançamento traz arte que enfatiza a genealogia e a experiência migratória de Razak, conectando o público à memória familiar. Segundo Razak, a ligação entre identidade e linagem é central, especialmente para comunidades em diáspora. A ideia é reconstruir afinidades perdidas.
O impacto da banda vai além do público que entende árabe. Críticos e produtores locais destacam a vulnerabilidade crua da música, que transmite emoção mesmo sem tradução imediata das letras. A performance de Razak é apontada como elemento-chave da energia do grupo.
O single breakout lazim alshams, que acumula mais de 1 milhão de plays no Spotify, consolidou o interesse pelo projeto. A faixa abriu portas para apresentações em palcos europeus, ampliando a base de fãs sem lançar músicas em inglês.
Em relação ao processo criativo, Razak relata que a independência impõe desafios logísticos, como lançamentos via plataformas digitais em situações de improvisação. Mesmo assim, ele celebra a coesão do álbum e a sensação de jornada musical que ele proporciona.
Interlocutor da cena, Sama’an Ashrawi descreve a relevância de Nabeel como rara na indústria, elogiando a visão de Razak e as perspectivas para o futuro da banda. A avaliação é de que a dupla tem potencial para alcançar patamares ainda não imaginados.
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