- Laura Nyro foi uma prodígio de Nova York cuja discografia de 1967 a 1970 influenciou fortemente o pop e o soul, com uma voz mezzo-soprano de três oitavas e mudanças de tempo imprevisivas.
- Embora tenha escrito canções que viraram hits de outros artistas, como Barbra Streisand e o Blood, Sweat & Tears, Nyro nunca atingiu o mesmo nível de estrelato previsto para sua geração.
- Destaques da carreira incluem os álbuns Eli and the Thirteenth Confession (1968) e New York Tendaberry (1969), além de Christmas and the Beads of Sweat (1970), gravado com a Muscle Shoals e com Duane Allman.
- Nyro teve vida pessoal marcada por relacionamentos com David Bianchini, casamento, maternidade de Gil Bianchini e, mais tarde, aposentadoria; faleceu em 1997, aos 49 anos, de câncer de ovário.
- O legado segue com indução póstuma ao Hall of Fame do Rock em 2012, reedições, tributos musicais e o projeto de um documentário para apresentar Nyro a novas gerações.
Laura Nyro foi uma das compositoras e intérpretes mais influentes do final dos anos 1960. Apesar do impacto inicial, a indústria demorou a reconhecê-la plenamente. Obras marcantes moldaram o som da época e influenciaram gerações.
Nascida em 1947 no Bronx, Nyro cresceu cercada de jazz, música clássica, soul e Broadway. Ficou conhecida por uma voz mezzo-soprano de três oitavas e por mudanças de tempo imprevisíveis em seus álbuns.
Nos anos 60, vieram More Than a New Discovery (1967), Eli and the Thirteenth Confession (1968) e New York Tendaberry (1969). Esses trabalhos consolidaram seu repertório, ainda que nem sempre conduzissem a hits comerciais.
A recepção comercial ficou para outras intérpretes. Suas canções foram exibidas por Barbra Streisand, 5th Dimension, Blood, Sweat & Tears e outros. Em 1969, várias versões alcançaram o Top 10.
O relacionamento com o empresário David Geffen moldou parte de sua trajetória. O vínculo terminou de forma conturbada em 1971, mas Geffen preserva uma visão marcada pela criação de oportunidades para Nyro.
A vida pessoal ganhou capítulos variados. Nyro vivenciou parcerias, casamento com David Bianchini e, mais adiante, relacionamentos com diferentes nomes da indústria. Ao lado, a criatividade nunca parou.
Em 1968, a mudança para um estúdio maior em Nova York levou Nyro a desempenhar o papel de pianista, recurso não explorado no primeiro disco. O álbum Eli and the Thirteenth Confession é apontado por muitos como sua obra-prima.
Monterey Pop, em 1967, expôs Nyro a um público amplo. A apresentação gerou controvérsia entre fãs e críticos, mas a artista seguiu com shows intensos e projetos ambiciosos.
Em 1969, Nyro lançou New York Tendaberry, o seu maior sucesso comercial na parada Billboard 200, com faixas marcantes como You Don’t Love Me When I Cry e Captain for Dark Mornings. O disco consolidou sua maturidade artística.
A transição para a década de 1970 incluiu a colaboração com músicos como Duane Allman e Alice Coltrane em Christmas and the Beads of Sweat, além da reedição de repertório com o álbum Gonna Take a Miracle, em que Nyro gravou standards com Patti LaBelle e o grupo Labelle.
A ruptura com a Columbia ocorreu no início dos anos 70, abrindo caminho para novas parcerias. Surgiram conversas sobre a criação de Asylum Records, gerida por Geffen, que prometia impulsionar Nyro rumo a um patamar ainda maior.
Em 1997 Nyro faleceu aos 49 anos, vítima de câncer de ovário. A morte encerrou uma carreira marcada por inovações sonoras, composições duradouras e uma influência que atravessa décadas.
O legado de Nyro resistiu a anos de esquecimento. Em 2012, foi reconhecida pelo Rock Hall of Fame, e recentes reedições, tributos de Elton John e Brandi Carlile e um documentário em fase de produção ajudam a apresentar a artista a novas audiências.
Tributos e reedições atuais sinalizam um possível renascimento. A Box Set Hear My Song (1966-1995) e o projeto Map to the Treasure reúnem versões de artistas contemporâneos, ampliando o alcance de Nyro.
O documentário em produção, dirigido por Lisa D’Apolito, promete apresentar a vida e a obra de Nyro a públicos mais jovens. A produção deve revisitar o percurso artístico e as relações marcantes que moldaram sua carreira.
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