- Universal Music Group apresentou nova peça de apelação nos EUA, dizendo que a tentativa de Drake de reabrir a ação de difamação sobre “Not Like Us” é ilógica e “hipócrita”.
- A defesa sustenta que a juíza Jeannette A. Vargas acertou ao concluir, em outubro, que as letras de Kendrick Lamar chamando Drake de pedófilo formaram opinião não acionável.
- O argumento da gravadora é de que Drake quer aplicar um padrão diferente às palavras que não gosta, dificultando a liberdade de expressão artística típica de rap, marcada por exagero e trocadilhos.
- Em 2024, houve o embate entre as músicas de Drake e Lamar, com acusações e respostas que geraram o contexto da batalha musical de nove faixas.
- Drake foi quem moveu a ação original em janeiro de 2025 contra a gravadora, afirmando que Lamar e a UMG prometeram divulgar a acusação falsa; a resposta de Drake deve chegar até 17 de abril.
Universal Music Group voltou a enfrentar Drake em um recurso no tribunal de apelação, sob a justificativa de que a tentativa do rapper de reabrir sua ação por difamação seria ilógica e antiética. A defesa sustenta que a estratégia de Drake busca inverter a lei para favorecer seu ponto de vista sobre as letras de Kendrick Lamar.
O caso envolve a música Not Like Us, lançada por Lamar, e a alegação de Drake de que a letra o teria difamado. A defesa da UMG sustenta que as declarações não podem ser entendidas como fatos verificáveis, mas sim como opinião artística dentro de um contexto de rap.
O recurso foi apresentado no Segundo Circuito. A ação original foi julgada improcedente pela juíza Jeannette A. Vargas, que entendeu que as letras de Lamar respondiam a uma dinâmica de duelo lírico e utilizavam hipérboles, não fatos verificáveis.
Na decisão, Vargas avaliou que a letra do Lamar faz referência a Drake em tom hiperbólico e que o conjunto das nove faixas dialoga entre si, o que reforça o entendimento de que não houve difamação sob a lei, dadas as nuances do gênero.
A defesa de Drake afirma que a sentença pode criar um precedente perigoso ao limitar a expressão artística, especialmente quando as letras são usadas como objeto de contestação em casos criminais. A UMG rebate esse argumento, afirmando que a decisão foi correta ao considerar o contexto e a percepção do ouvinte médio.
Drake ingressou com a ação em janeiro do ano passado, apontando que a gravadora promoveu Lamar de maneira a sugerir fatos jornalísticos que prejudicaram a imagem do rapper. A UMG abriu duas moviações para rejeitar a ação, que foram acolhidas pela Justiça.
Espera-se que Drake responda ao novo recurso com uma réplica, cuja data-limite é em abril. Não há indicação de mudanças no andamento do processo enquanto o tribunal analisa os argumentos apresentados pelas partes.
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