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Rótulo de Drake rebate rapper em tribunal de apelação

Universal Music sustenta na apelação que Drake distorce a lei ao contestar ‘Not Like Us’, mantendo a conclusão de que as letras não constituem fato verificável

LONDON, ENGLAND - JULY 12: (EDITORIAL USE ONLY) Drake performs live on stage during day two of Wireless Festival 2025 at Finsbury Park on July 12, 2025 in London, England. Drake is headlining an unprecedented all three nights of Wireless Festival.
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  • Universal Music Group apresentou nova peça de apelação nos EUA, dizendo que a tentativa de Drake de reabrir a ação de difamação sobre “Not Like Us” é ilógica e “hipócrita”.
  • A defesa sustenta que a juíza Jeannette A. Vargas acertou ao concluir, em outubro, que as letras de Kendrick Lamar chamando Drake de pedófilo formaram opinião não acionável.
  • O argumento da gravadora é de que Drake quer aplicar um padrão diferente às palavras que não gosta, dificultando a liberdade de expressão artística típica de rap, marcada por exagero e trocadilhos.
  • Em 2024, houve o embate entre as músicas de Drake e Lamar, com acusações e respostas que geraram o contexto da batalha musical de nove faixas.
  • Drake foi quem moveu a ação original em janeiro de 2025 contra a gravadora, afirmando que Lamar e a UMG prometeram divulgar a acusação falsa; a resposta de Drake deve chegar até 17 de abril.

Universal Music Group voltou a enfrentar Drake em um recurso no tribunal de apelação, sob a justificativa de que a tentativa do rapper de reabrir sua ação por difamação seria ilógica e antiética. A defesa sustenta que a estratégia de Drake busca inverter a lei para favorecer seu ponto de vista sobre as letras de Kendrick Lamar.

O caso envolve a música Not Like Us, lançada por Lamar, e a alegação de Drake de que a letra o teria difamado. A defesa da UMG sustenta que as declarações não podem ser entendidas como fatos verificáveis, mas sim como opinião artística dentro de um contexto de rap.

O recurso foi apresentado no Segundo Circuito. A ação original foi julgada improcedente pela juíza Jeannette A. Vargas, que entendeu que as letras de Lamar respondiam a uma dinâmica de duelo lírico e utilizavam hipérboles, não fatos verificáveis.

Na decisão, Vargas avaliou que a letra do Lamar faz referência a Drake em tom hiperbólico e que o conjunto das nove faixas dialoga entre si, o que reforça o entendimento de que não houve difamação sob a lei, dadas as nuances do gênero.

A defesa de Drake afirma que a sentença pode criar um precedente perigoso ao limitar a expressão artística, especialmente quando as letras são usadas como objeto de contestação em casos criminais. A UMG rebate esse argumento, afirmando que a decisão foi correta ao considerar o contexto e a percepção do ouvinte médio.

Drake ingressou com a ação em janeiro do ano passado, apontando que a gravadora promoveu Lamar de maneira a sugerir fatos jornalísticos que prejudicaram a imagem do rapper. A UMG abriu duas moviações para rejeitar a ação, que foram acolhidas pela Justiça.

Espera-se que Drake responda ao novo recurso com uma réplica, cuja data-limite é em abril. Não há indicação de mudanças no andamento do processo enquanto o tribunal analisa os argumentos apresentados pelas partes.

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