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Gilsons unem tradição e modernidade em novo álbum

Gilsons lançam segundo álbum que une pop baiano, hip-hop e eletrônico, com participações de Arnaldo Antunes, Caetano Veloso e Júlia Mestre

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  • Gilsons lançam o segundo álbum, Eu Vejo Luz em Maior Proporção do Que eu Vejo a Escuridão, com dez canções que combinam pop baiano moderno, hip‑hop e eletrônica.
  • Participações: Narcizinho em Bem Me Quer, Arnaldo Antunes em Vai Chover, Caetano Veloso e Júlia Mestre, além de Sona Jobarteh em Se a Vida Pede.
  • A banda busca manter a ligação com a Bahia ao mesmo tempo em que se moderniza, sem se prender a uma época, e escolhe capa com árvore/fronteira visual para representar raízes e movimento.
  • A faixa Minha Flor conversa sobre despedida e a morte de Preta Gil, mãe de Fran, com participação de Caetano Veloso; o tema tem tom terapêutico para o trio.
  • A turnê começa em abril, com cerca de trinta shows, incluindo Rock in Rio em setembro, onde os Gilsons sobem ao palco com Olodum e Daniela Mercury.

Os Gilsons, trio de origem Gilberto Gil, lançam o segundo álbum de carreira com o título Eu Vejo Luz em Maior Proporção do Que eu Vejo a Escuridão. O projeto chega após Pra Gente Acordar, de quatro anos atrás, mantendo a identidade sonora do grupo: pop baiano com influência de hip-hop e eletrônica.

Formado por João Gil, Fran Gil e José Gil, o trio carioca busca ampliar horizontes sem abandonar as raízes. A produção é marcada pela integração de referências da Bahia, modernidade e uma leitura contemporânea do pop. O objetivo é não se prender a uma época.

O álbum apresenta dez canções inéditas, com participação de artistas que permeiam a trajetória do grupo. A faixa Bem Me Quer traz Narcizinho, um dos autores de Várias Queixas, em uma parceria que encerra um ciclo e abre outro na narrativa musical dos Gilsons.

Participações especiais

Entre as colaborações, Arnaldo Antunes participa de Vai Chover, faixa que traz leitura filosófica sobre semeadura e equilíbrio entre sol forte e vento que derruba frutos. Antunes foi convidado para somar ao conceito do disco.

Caetano Veloso e Júlia Mestre aparecem em faixas distintas. Caetano assina participação em Minha Flor, faixa marcada pela orquestração inicial e pelo desdobramento do beat característico dos Gilsons. Júlia Mestre volta em Nó na Cuca, fortalecendo a parceria já existente.

Turnê e identidade visual

A divulgação do álbum inclui uma turnê com cerca de 30 shows, começando em abril. A passagem por São Paulo ocorre em 9 de maio, no Espaço Unimed, com turnês pela América do Sul, Europa, Austrália, Nova Zelândia e Portugal. Em setembro, o grupo participa do Rock in Rio com Olodum e Daniela Mercury.

A capa busca simbolizar raízes e renovação: uma árvore frondosa pode representar o sustento da família, enquanto uma leitura alternativa sugere a complexidade de uma rede neural. Os Gilsons defendem uma arte que privilegia a imaginação do ouvinte, sem exposição de rostos.

Contexto pessoal e futuro

O processo de produção ocorreu durante a morte de Preta Gil, mãe de Fran e tia de João, em julho de 2025. A faixa Minha Flor, com participação de Caetano Veloso, é vinculada a esse periodo, embora o grupo afirme que o disco retrata um tempo amplo e diverso.

Os Gilsons reiteram a busca por continuidade criativa e pela construção coletiva ao longo da carreira. Com quase uma década de atuação, o trio visa manter a independência artística e a presença constante nos palcos, com foco em novos projetos e apresentações.

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