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Susi – O Musical tem boas ideias, mas Barbie rouba a cena

Boas ideias e elenco, mas falha de roteiro e cenografia faz Barbie dominar a cena e compromete o impacto do musical

Susi e Barbie aparecem como rivais no musical inspirado na boneca brasileira
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  • O musical Susi – O Musical reúne elenco talentoso, com destaque para Bruna Guerin (Bárbara) e a performance de Priscilla como Susi Original, em temporada no Teatro Sérgio Cardoso.
  • A proposta gera potencial, mas o roteiro acena a problemas de construção emocional, com duas linhas narrativas — Victor e a disputa entre Susi e Bárbara — que não se conectam de forma eficaz.
  • A cenografia, iluminação e alguns recursos de humor aparecem como pontos de fricção, diluindo a força dramática em várias passagens da peça.
  • A personagem Barbie domina o espaço e ressalta que a protagonista talvez devesse ter mais presença, gerando a sensação de que a boneca brasileira fica em segundo plano.
  • O final é considerado agradável visualmente, mas fica a sensação de desequilíbrio entre restauração e inovação, impedindo o pleno aproveitamento da premissa. O espetáculo fica em cartaz até 12 de abril, com sessões às sextas, às 20h; aos sábados, 16h e 20h; e aos domingos, 16h e 20h.

Transformar a boneca Susi em musical original chega como proposta ambiciosa, mas enfrenta execução aquém do esperado. A montagem, em cartaz em São Paulo, utiliza a boneca criada pela Estrela em 1966 como eixo central, em uma iniciativa da atriz e autora Mara Carvalho. O objetivo é unir nostalgia a uma narrativa teatral contemporânea.

O espetáculo tem um elenco elogiado pela presença de palco, mas o roteiro mostra falhas marcantes. Pontos como iluminação, cenografia e construção dramática emperram a fluidez da peça, segundo a crítica do Portal R7 após assisti-la em duas sessões. Em uma, Priscilla vive Susi Original; em outra, Clara Verdier assume a protagonista.

Elenco e desempenho

Bruna Guerin brilha em Bárbara, com timing cômico aguçado e presença de palco. Paulinho Ocanha, no papel de Ken, reforça a interação cômica entre as personagens, enquanto Barbie, em figurino rosa-choque, domina boa parte do espaço e da atenção do público.

Entre as atrizes, Priscilla demonstra segurança vocal ao interpretar Susi Original, trazendo experiência da carreira musical para o papel. Clara Verdier, veterana de grandes musicais, entrega o máximo dentro do texto disponível, mostrando qualidade técnica mesmo diante de limitações do roteiro.

Desdobramentos narrativos

A história se divide entre a trajetória de Victor, alegado eixo emocional, e a rivalidade simbólica entre Susi e Bárbara, que representa padrões importados. A conexão entre essas linhas não fica clara, o que dificulta a compreensão do arco central.

O texto recorre a falas de efeito e humor para manter o ritmo, mas em alguns momentos isso sublinha a fragilidade dramática. A entrada de elementos cômicos interrompe momentos de tensão desejados, prejudicando a coesão da narrativa.

Conclusões preliminares

Mesmo com canções competentes e um elenco qualificado, o musical não logra equilibrar inovação e fidelidade ao universo da boneca. A expectativa de resgatar a boneca brasileira fica comprometida pela execução e pela construção dramática.

O encerramento, com destaque para o figurino, oferece um desfecho visual agradável, mas não compensa as lacunas de roteiro. A produção permanece como uma ideia promissora que não chegou a explorar plenamente seu potencial.

Serviço

Susi – O Musical

  • Local: Teatro Sérgio Cardoso
  • Datas: até 12/04
  • Horários: sextas, 20h; sábados, 16h e 20h; domingos, 16h e 20h

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