- Holly Humberstone, moradora de Grantham, relembra memórias ao vasculhar itens da casa dos pais, influenciando o segundo álbum Cruel World.
- O álbum Cruel World chega em 10 de abril, e a cantora faz uma turnê acústica de apresentação nos bastidores de Londres.
- Ela afirma que o disco transmite mais autoconfiança e liga as músicas a um mesmo espaço sonoro e lírico.
- A faixa título Cruel World funciona como definição do que a artista está vivendo, conectando as faixas já escritas.
- Entre as apresentações de faixas, destacam-se To Love Somebody, Die Happy, Beauty Pageant, Lucy, White Noise e Make It All Better, cada uma com inspirações pessoais e referências musicais.
Holly Humberstone revelou as histórias por trás das faixas do novo álbum, Cruel World. A artista britânica detalhou o processo criativo e as memórias de infância que embasam cada tema, durante entrevista realizada antes de uma apresentação acústica em Londres. O lançamento está marcado para 10 de abril.
A entrevista ocorreu nos bastidores do Circuit Kingston, em Londres, quando Humberstone preparava a turnê de contatos na divulgação de novas músicas. Ela descreve o álbum como um amadurecimento sonoro, com uma abordagem mais firme e menos introspectiva do que em trabalhos anteriores.
Segundo a cantora, Cruel World nasceu a partir de lembranças da casa dos pais, em Grantham, na Inglaterra, onde reuniu objetos de família que ajudaram a moldar o repertório. Ela explica que retornar aos palcos com um conjunto de faixas novas reforçou a confiança na própria música.
Entre os temas explorados, Humberstone fala sobre a faixa-título Cruel World como peça que conectou o conjunto de canções, definindo o tom sonoro e lírico do projeto. A música funciona como eixo que orienta o acabamento do álbum, segundo a artista.
Sobre To Love Somebody, a intérprete descreve a experiência do amor real como fonte de aprendizado, mesmo quando o relacionamento não termina como esperado. A canção se aproxima de uma visão de gratidão pela experiência vivida, sem romantizar demais.
Die Happy aparece como uma balada com estética cinematográfica, inspirada por referências góticas. A compositora comentou a influência de temas sombrios e mudanças harmônicas que estimulam a atmosfera da faixa.
Beauty Pageant surgiu a partir de uma caixa de joias antiga encontrada no quarto de infância. Humberstone associa a letra a pressões impostas pelo meio artístico e à percepção de diferenças de tratamento entre homens e mulheres na indústria.
Lucy é apresentada como uma música para suas irmãs e para mulheres jovens que enfrentam inseguranças. A faixa é descrita como um lembrete de que a vida pode exigir coragem para existir em um mundo complexo.
White Noise, a faixa final, foi escrita em Nashville. Humberstone relata que a mudança de cenário permitiu a criação de uma música mais divertida e com influências de country, ao mesmo tempo mantendo o DNA pop da cantora.
Make It All Better funciona como fechamento circular do álbum, iniciando com um timbre de sintetizador que se repete ao longo da faixa. A artista descreve o efeito de retorno ao começo como proposital para criar um espaço de conclusão que também seja ponto de partida.
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