- O Home Office do Reino Unido negou o pedido de viagem de Kanye West (agora conhecido como Ye) para entrar no país, impedindo sua participação no Wireless Festival, em Londres, neste verão.
- A justificativa oficial foi de que a presença de Ye “não seria benéfica para o interesse público”.
- West teria apresentado o pedido na segunda-feira; um representante dele não respondeu a pedidos de comentário.
- Patrocinadores reagiram: a Pepsi retirou o patrocínio do festival e a Diageo confirmou que também deixaria de apoiar o evento, com a PayPal revendo seu envolvimento.
- O diretor do Wireless Festival, Melvin Benn, defendeu a contratação, embora tenha reconhecido comentários passados de Ye como repudiáveis; houve apelo à reflexão e ao perdão.
Kanye West, que agora usa o nome Ye, teve seu pedido de visto negado pelo Reino Unido e não poderá participar do Wireless Festival, em Londres, neste verão. A decisão foi anunciada pelo Home Office britânico, que afirmou que a presença de Ye no país não seria benéfica ao interesse público. O anúncio ocorreu após o rapper apresentar a solicitação de viagem na segunda-feira.
A notícia surge pouco antes de o festival confirmar a apresentação de Ye, que havia anunciado uma sequência de três noites. A decisão ocorreu em meio a críticas de autoridades locais e do público, que apontaram passado antissemita do artista como motivo de preocupação com a segurança de comunidades religiosas.
Reação e desdobramentos
Parcerias de patrocínio foram afetadas pela controvérsia. A Pepsi afastou-se do festival, citando o histórico de declarações antissemita de Ye. Na sequência, Diageo também confirmou retirada de apoio, enquanto PayPal avaliava sua participação.
O organizador do Wireless, Melvin Benn, defendeu a contratação, reconhecendo os passos controversos do artista, mas pedindo reflexão sobre julgamentos imediatos. Ye já pediu desculpas a líderes religiosos e havia sinalizado a disposição de dialogar com a comunidade judaica do Reino Unido.
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