- O Reino Unido avalia impedir a entrada de Kanye West, agora conhecido como Ye, no país, após ele ter sido anunciado como atração principal do Wireless Festival, em Londres, em julho.
- O Ministério do Interior está revendo a permissão de entrada, com o governo sob pressão de partido conservador para barrar o músico; Mahmood pode solicitar a exclusão de Ye, conforme poderes da pasta.
- Os organizadores defenderam manter Ye no lineup, dizendo que ele não terá plataforma para exaltar opiniões, apesar das críticas e da retirada de patrocínios por empresas como Diageo e Pepsi.
- O primeiro-ministro Keir Starmer classificou a decisão como “profundamente preocupante” e ressaltou que o antissemitismo deve ser enfrentado; o prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que os comentários não refletem os valores da cidade.
- Entre os antecedentes, a Austrália cancelou o visto de Ye em 2018 após a divulgação de músicas associadas ao nazismo; Ye publicou pedido de desculpas em janeiro e houve reação de organizações judaicas à contratação do artista.
O governo britânico está sob pressão para impedir a entrada de Kanye West no Reino Unido após ele ter sido anunciado como a principal atração do Wireless Festival, em Londres, programado para julho. West, que também atende pelo nome Ye, enfrenta críticas por comentários antissemitas e pela defesa de ideologias associadas ao nazismo, o que resultou no bloqueio de suas contas em redes sociais.
Várias empresas anunciaram a retirada de patrocínio do festival após a confirmação de Ye como headliner. O Partido Conservador enviou uma carta à Secretária do Interior solicitando a proibição de entrada do músico. O Ministério do Interior confirmou que ministros avaliam a permissão de entrada.
Mahmood, secretária de Interior, tem poderes para agir diretamente se houver necessidade, segundo fontes do ministério. Em janeiro, o governo britânico já revogou a autorização de viagem de uma ativista holandesa por disseminação de informações falsas, sinalizando possível linha semelhante no caso de Ye.
Melvin Benn, diretor da Festival Republic, uma das organizadoras, defendeu a decisão de manter Ye no palco, citando que a apresentação não será plataforma para exaltar opiniões. Benn destacou que as músicas de Ye tocam em rádios comerciais e podem ser ouvidas em streaming sem intervenção de críticos.
Ele declarou ainda que Ye tem o direito legal de entrar no país e de se apresentar, e pediu que o público reflita sobre o conteúdo de seus comentários, sugerindo empatia e perdão como resposta. A Live Nation, parceira do evento, não respondeu a pedidos de comentário.
O Conselho de Liderança Judaica condenou a contratação de Ye, citando o aumento de ataques contra judeus. O primeiro-ministro Keir Starmer afirmou que o antissemitismo é profundamente preocupante e precisa ser enfrentado com firmeza. Um porta-voz do prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que os comentários não refletem os valores da cidade.
Histórico internacional indica rejeições a Ye em outros países: na Austrália, o visto foi cancelado após ele divulgar material associado ao nazismo; o episódio gerou debates sobre ingresso do artista no território britânico. Em janeiro, Ye publicou um pedido de desculpas por seus comentários antissemíticos, atribuindo o comportamento a questões de saúde mental.
O artista de 48 anos não se apresenta no Reino Unido desde Glastonbury em 2015. Patrocinadores como Diageo e Pepsi retiraram apoio ao Wireless, e a PayPal informou que não participará de materiais promocionais futuros do festival.
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