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Afrika Bambaataa morre aos 67 anos e deixa legado na formação do hip-hop

DJ e produtor do Bronx ficou conhecido por faixas como 'Planet Rock', ajudou a aproximar o gênero da música eletrônica e também enfrentou acusações judiciais nos últimos anos

Foto: Reprodução/Instagram

O rapper, DJ e produtor Afrika Bambaataa morreu aos 67 anos no dia 9, segundo informações divulgadas pelo site norte-americano TMZ . De acordo com os relatos, o artista morreu por complicações de um câncer. Considerado um dos pioneiros do hip-hop, ele teve papel central na consolidação do movimento cultural a partir do Bronx, em […]

O rapper, DJ e produtor Afrika Bambaataa morreu aos 67 anos no dia 9, segundo informações divulgadas pelo site norte-americano TMZ . De acordo com os relatos, o artista morreu por complicações de um câncer.

Considerado um dos pioneiros do hip-hop, ele teve papel central na consolidação do movimento cultural a partir do Bronx, em Nova York, ajudou a impulsionar a fusão do gênero com a música eletrônica e, nos últimos anos, também enfrentou acusações de abuso sexual feitas por vários homens, além de ter firmado um acordo com um dos acusadores em 2025.

Nascido no Bronx no fim da década de 1950, Bambaataa integrou ainda jovem a gangue Black Spades, onde chegou ao posto de “warlord”.

A partir dos anos 1970, passou a organizar festas de rua no sul do Bronx, em um período em que o hip hop ganhava espaço e se consolidava como movimento cultural.

Em 1980, lançou o single “Zulu Nation Throwdown”, ligado à Universal Zulu Nation, coletivo fundado por ele e voltado à reunião de artistas e integrantes da cultura hip-hop, como rappers, grafiteiros e b-boys.

De “Planet Rock” ao impacto no Brasil

A projeção internacional veio em 1982, com “Planet Rock”, faixa produzida com Arthur Baker e lançada pela Tommy Boy. A música alcançou a 4ª posição na parada de R&B dos Estados Unidos e se tornou uma referência ao incorporar samples de “Trans-Europe Express”, do Kraftwerk, em uma sonoridade descrita como electro-funk futurista com vocais robóticos.

O trabalho influenciou gêneros como techno, house e EDM e também teve impacto no rap. Segundo o conteúdo enviado, a combinação da TR-808 com samples de música eletrônica ajudou a dar base para as “melôs” dos bailes do Rio nos anos 80 e 90, que depois viraram sucessos nacionais, além de influenciar o Miami Bass, nos Estados Unidos, e o funk carioca, no Brasil.

Em 1985, Bambaataa participou da produção de “Sun City”, álbum antiapartheid que reuniu nomes como Joey Ramone, Run-D.M.C. e U2.

Acusações nos últimos anos

Nos últimos anos de vida, Afrika Bambaataa foi acusado por diversos homens de abuso sexual em episódios que, segundo os relatos, teriam ocorrido entre as décadas de 1980 e 1990.

Em 2025, ele foi obrigado a pagar um acordo a um dos acusadores, que alegou ter sido vítima de tráfico sexual nos anos 1990, após decisão judicial à revelia por ausência do artista no tribunal. Outro relato informa que ele chegou a firmar um acordo com um dos acusadores no mesmo ano.

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