- Afrika Bambaataa, pioneiro do hip hop, morreu na quinta-feira, aos oitenta e dois anos, vítima de Complicações de câncer.
- Nascido Lance Taylor, ajudou a transformar a gangue Black Spades em Universal Zulu Nation e foi crucial para consolidar o rap e a cultura de rua.
- Ficou conhecido por samples como “Planet Rock” e por expandir o hip hop além das periferias de Nova York, conectando-o à música eletrônica.
- Torceu parcerias com artistas diversos e influenciou o cenário brasileiro, incluindo a cena de Miami Bass e o funk carioca.
- Enfrentou acusações de violência sexual contra menores nos anos dois mil e três quatro, levando à saída da Zulu Nation e manchando sua biografia.
Afrika Bambaataa, pioneiro do hip hop, morreu nesta quinta-feira (9) em decorrência de complicações de um câncer. O norte-americano foi figura central da cultura de rua, transformando uma gangue de Bronx em um movimento artístico global. Seu legado musical ganhou projeção internacional.
Lance Taylor, nascido de pais caribenos, ficou conhecido por expandir o hip hop ao samplear Kraftwerk em Planet Rock, em 1982. A faixa ajudou a consolidar o rap como pilar da cultura de rua e acercou o gênero a públicos mais amplos.
Da liderança da gangue Black Spades à Universal Zulu Nation, Bambaataa misturou ativismo, grafite, dança e música. Adotou um codinome que reverenciava a África e o líder Zulu Bhambatha, moldando a visão de uma cultura global.
Legado musical e trajetória
Sua relação com a música eletrônica veio antes de descobrir Kraftwerk, Yellow Magic Orchestra e outros pioneiros. O hit Planet Rock abriu portas para parcerias com artistas variados e ampliou a influência do hip hop no mundo.
A parceria com Arthur Baker foi decisiva para a valorização da produção eletrônica no hip hop. A partir de Planet Rock, o rap passou a ocupar posições de destaque nas paradas, abrindo espaço para novas gerações.
Bambaataa também colaborou com James Brown, UB40, U2, Boy George e outros. Foi considerado o padrinho do hip hop e atuou como embaixador da cultura em diversos países, incluindo o Brasil.
Controvérsias e desdobramentos
Conhecido pela invenção de novas sonoridades, teve sua imagem abalada por acusações de violência sexual contra menores nos anos 80 e 90. As ações chegaram à justiça e afetaram a reputação do artista.
No ano anterior à sua morte, Bambaataa foi condenado por estupro e tráfico de menores. Em resposta, a Zulu Nation afastou o fundador da organização, afirmando que ele deveria responder pelos crimes.
A notícia de seu falecimento reacende debates sobre o peso do legado cultural diante de acusações graves. A defesa e os familiares não têm manifestações públicas até o momento.
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