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Como o BTS criou um ativo único que concorrentes não conseguem copiar

BTS transforma fãs em receita previsível com ecossistema de três camadas, Weverse e pré-venda, criando vantagem competitiva difícil de copiar

Grupo gerou o equivalente a R$ 20,3 bilhões, cerca de 0,2% do Produto Interno Bruto da Coreia do Sul
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  • BTS criou um ecossistema de fãs em três camadas: música como porta de entrada, engajamento contínuo via conteúdo constante e shows ao vivo como prêmio máximo; o Weverse centraliza a relação e gera receita recorrente.
  • A Hybe, empresa por trás do grupo, não é apenas uma gravadora; é uma máquina de pertencimento que projeta receita previsível. O grupo gerou cerca de 5,5 trilhões de won em receita anual, equivalentes a R$ 20,3 bilhões, antes da pausa para o serviço militar, o que representa cerca de 0,2% do PIB da Coreia do Sul.
  • O Weverse Membership, que custa US$ 22 por ano, oferece acesso à pré-venda de ingressos; uma fã americana de 18 anos comprou a Army Membership para ter direito de comprar, mesmo sem ingresso confirmado.
  • A “monetização de antecipação” é cobrar pelo acesso prioritário, não pelo ingresso em si; o CAC (custo de aquisição de cliente) é quase zero e o LTV (valor vitalício do cliente) se acumula em décadas.
  • Os shows são o auge de uma relação construída ao longo de anos, explicando por que as filas virtuais da Ticketmaster sofreram nesse contexto.

BTS, grupo sul-coreano, criou um ecossistema de fãs capaz de gerar receita previsível e engajamento contínuo. Antes da pausa para o serviço militar, a receita anual da organização superou 5,5 trilhões de won, cerca de R$ 20,3 bilhões, o que corresponde a ~0,2% do PIB da Coreia do Sul. Não é apenas música; é uma plataforma de identidade com sete rostos na frente.

A Hybe, empresa por trás do grupo, estruturou um modelo em três camadas que sustenta o ecossistema. A primeira camada é a música, porta de entrada que atrai fãs, mas não é a principal fonte de lucro. A segunda camada é o engajamento contínuo, via conteúdo constante, transmissões ao vivo e campanhas de streaming, geridas pela plataforma própria Weverse. A terceira camada é o show ao vivo, considerado o prêmio da relação construída ao longo dos anos.

Modelo de três camadas

A música funciona como atrativo inicial dentro do ecossistema, apoiando o relacionamento com o público. O foco está em manter o público ativo por meio de conteúdo constante e plataformas próprias. O Weverse agrega as interações, centralizando a relação com os fãs e gerando receita recorrente, mensal independentemente de lançamentos ou apresentações.

A plataforma Weverse Membership, que custa US$ 22 por ano, oferece acesso à pré-venda de ingressos e a conteúdos exclusivos. A política de pré-venda reserva ingressos para membros antes do público em geral, ampliando a monetização por antecipação. Um exemplo citado é a monetização do acesso prioritário, não do ingresso em si.

Engajamento e impacto econômico

A Hybe construiu, assim, uma máquina de pertencimento com receita previsível, em vez de apenas uma gravadora. O CAC tende a ser próximo de zero, pois o produto artístico atrai fãs sem campanhas pagas, enquanto o LTV se estende por décadas. O efeito é o de manter o público envolvido por longos períodos, com expectativa de novas atividades e lançamentos.

Essa estratégia demonstra como comunidades podem gerar valor estável, destacando a importância de serviços que mantêm o vínculo com o fã ao longo do tempo. Em artigos de análise, o modelo do BTS é apresentado como referência para estruturas que visam pertencimento e receita previsível.

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