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IA reúne Elis Regina e Paulinho da Costa em faixa restaurada para novo álbum

IA restaura Corsário de Elis Regina com participação de Paulinho da Costa, impulsionando debate ético sobre uso de IA na música e remasterizações futuras

Percussionista brasileiro que gravou com Michael Jackson e Madonna se emocionou ao tocar em faixa derivada de uma gravação feita em 1976. Ao ‘Estadão’, João Marcello Bôscoli, filho de Elis, que produziu o material, comenta polêmicas recentes causadas por iniciativas como essa. ‘Não vou deixar a Elis em uma jaula tecnológica’
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  • Inteligência artificial é usada para remasterizar Corsário, voz de Elis Regina gravada em 1976, com participação de Paulinho da Costa, para um álbum de dez faixas que deve chegar em novembro; o andamento original foi preservado.
  • Paulinho da Costa se emocionou ao ouvir a nova versão, gravada em estúdio em São Paulo com percussão adicional, sem uso de afinadores vocais.
  • Corsário é o segundo single do álbum, cuja primeira faixa, Para Lennon e McCartney, já havia sido lançada em 2025; todas as faixas passaram por restauração com IA.
  • A remasterização de Elis 73 gerou polêmica, com o maestro Cesar Camargo Mariano contestando o trabalho; a advogada Deborah Sztajnberg acionou a Universal Music para discutir direitos e possíveis acordos.
  • O projeto é liderado pelo produtor João Marcello Bôscoli, filho de Elis, com supervisão de Pedro Mariano; há planos de novas participações, como de João Bosco e Herbie Hancock, para futuras faixas.

O projeto reúne Elis Regina pela primeira vez com Paulinho da Costa, em uma faixa restaurada de Corsário. A nova versão chega ao público em 10 de maio, Dia das Mães, com a voz de Elis e uma nova camada instrumental gravada para acompanhar a interpretação histórica.

A gravação remonta a 1976, mas a voz de Elis ganha fôlego em 2026 graças a um trabalho de restauração conduzido por Ricardo Camera. O processo preservou o andamento original e não utilizou afinadores vocais. O objetivo é manter a integridade da leitura da artista.

João Marcello Bôscoli, filho de Elis, atuou como produtor da faixa e descreve a emoção de ver Paulinho da Costa interpretar a música com o acompanhamento de um quarteto. Pedro Mariano supervisionou a linha vocal, em um paralelo ao que ocorreu com Now and Then dos Beatles.

Detalhes do estúdio e da participação

Paulinho da Costa gravou no estúdio Trama NaCena, em São Paulo, em um domingo de manhã, com a percussão formada por bongô, congas, carrilhão, pratos, agogô e cowbell. A gravação ocorreu em um único take, sem necessidade de repetição, segundo Bôscoli.

A faixa Corsário integra um álbum de 10 faixas de Elis, com previsão de lançamento pela Trama em novembro. O single Para Lennon e McCartney já havia sido lançado em plataformas digitais em 2025. A restauração incluiu o mesmo tratamento aplicado a Corsário em outras faixas.

Contexto histórico e controvérsia pública

Corsário foi originalmente registrado para um special de 1976 e participou de outras gravações da época. Em 1984, faixas desse material entraram no projeto Luz das Estrelas, com novos arranjos. A partir de agora, o novo disco busca manter sonoridade anterior aos anos 70, com instrumentos de época.

A remasterização de Elis 73 gerou polêmica: Cesar Camargo Mariano, ex-marido da cantora, criticou a intervenção. A advogada Deborah Sztajnberg afirma que o músico deveria ter sido consultado, e avalia ações legais para suspender o vinil, enquanto as plataformas digitais permanecem com a nova versão.

Perspectivas para o futuro

Bôscoli aponta que a tecnologia pode evoluir para permitir ajustes finos em microdetalhes, restauração de gravações caseiras e mais controle sobre o som. O produtor ressalta que a IA é ferramenta, não substituto, e que a participação humana é essencial no processo de mixagem em tempo real.

O projeto planeja seguir com novas participações previstas de João Bosco e Herbie Hancock, ampliando o conceito da homenagem a Elis. A ideia é manter a coerência estética do conjunto, evitando desequilíbrios entre as faixas.

Observações finais

A equipe envolvida enfatiza que a restauração busca aproximar Elis de ouvinte moderno sem perder a identidade histórica. A produção ressalta que o lançamento não encerra debates sobre IA na música, mas representa um marco de colaboração entre tecnologia e talento humano.

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