- Jay Weinberg saiu do Slipknot em 2023 após uma década, em decisão criativa da banda; tinha um problema no quadril e planejava cirurgia em novembro de 2023. A gestão anunciou a não-renovação do contrato.
- Ele colocou parte de seu equipamento à venda no Reverb para financiar um estúdio doméstico e doar parte da renda à MusiCares, mantendo os instrumentos em circulação para a criação.
- Relembra a época na E Street Band, a partir de 2009, e passa por Madball e Against Me!, destacando as dinâmicas e aprendizados nos anos de carreira.
- Lançou músicas e colaborações novas, como Drone Operator e Sandstone, com George Clarke (Deafheaven) e Nowhere to Run; prevê álbum completo para outubro.
- Hoje busca ambientes criativos mais saudáveis e colaborativos, prepara-se para a paternidade e mantém planos de seguir atuando em diversos projetos e bandas.
Jay Weinberg, o baterista que ocupou a posição de seu pai, Max Weinberg, em Slipknot, descreve a saída do grupo em 2023 como “talvez eu tenha me tornado o bode expiatório”. Em entrevista, ele também comenta a venda de parte de seu equipamento no Reverb e relembra passagens por Madball, Against Me! e a E Street Band.
O músico está baseado em Nashville e afirma que a vida pessoal ganhou novos contornos: a esposa espera o primeiro filho. Enquanto se prepara para um estúdio em casa, Weinberg fala sobre os planos de lançar novas músicas em parceria com outros artistas e sobre o processo de reorganizar a carreira após deixar Slipknot.
Contexto profissional e percurso
Weinberg entrou para a E Street Band aos 18 anos, após Bruce Springsteen tê-lo convidado para substituir o pai em uma turnê europeia. O período foi descrito como aprendizado intenso, com o jovem músico lidando com a pressão de estar sob a ótica de uma formação familiar e histórica.
Antes de Slipknot, ele integrou Madball, onde participou de turnês, e Against Me!, onde permaneceu por nove meses. A saída dessas bandas foi marcada por tensões de convivência e diferenças de contexto, conforme relatado pelo próprio baterista.
Slipknot: ingresso, trajetória e saída
A entrada em Slipknot ocorreu quando o grupo buscava um novo baterista após Joey Jordison, com Weinberg tendo apenas 23 anos. O período foi descrito como desafiador, com a identidade da banda mantida em segredo durante o início da presença dele.
Em The Gray Chapter e We Are Not Your Kind, Weinberg destacou-se pela co-criação de parte das composições ao lado de Jim Root. A parceria resultou em faixas que se tornaram referências ao vivo e deram visibilidade ao percussionista jovem.
Saída e consequências
Ao retornar a uma rotina de shows em 2023, Weinberg descobriu que o Slipknot não iria renovar seu contrato ao final do ano, sem explicações oficiais. A notícia ocorreu após um ano tenso na banda, com as próprias relações entre integrantes já sob pressão.
O baterista descreveu o momento como confuso e sem justificativas. Em meio a esse desfecho, ele passou a buscar novas oportunidades criativas, mantendo a privacidade sobre a situação e evitando ataques ou polêmicas públicas.
Novos projetos e visão futura
Desde a saída, Weinberg tem trabalhado com Suicidal Tendencies e gravado com projetos como Fuming Mouth. Também criou a banda Portraits of an Apparition e lançou material solo colaborativo, incluindo gravações com George Clarke, do Deafheaven, e integrantes do Code Orange.
No âmbito comercial, manteve a venda de instrumentos e kits de bateria usados em Slipknot e na E Street Band via Reverb, com parte do valor destinado a MusiCares. Weinberg planeja lançar um álbum completo de colaborações previsto para outubro, com foco na reinvenção de sua expressão musical.
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