- RM, líder do BTS, explica como carrega uma dupla identidade: fã de pop com raízes alternativas e interesse por temas universais em suas músicas solo.
- Seus álbuns solo Indigo e Right Place, Wrong Person destacam esse lado mais experimental, enquanto ele puxa o som do grupo para direções mais ousadas, como em FYA, coescrito com JPEGMafia.
- O cantor diz ter ficado confuso sobre a identidade do BTS em 2020 e 2021, e que o novo trabalho busca expressar emoções universais como amor, dor e nostalgia.
- Sobre escrever um livro, RM diz que prefere diários e ensaios toscos, sentindo-se intimidado pela magnitude de grandes textos, e não descarta combinar conteúdos no futuro.
- Quanto à vida fora do palco, ele enfatiza a importância de estar no presente, de caminhar para aliviar a mente, e admite que o serviço militar impactou sua psicologia, mas já observa melhora após oito meses.
RM fala sobre vida, música e o papel de líder do BTS em entrevista de capa. O papo ocorreu no HQ da Hybe, em Seul, em meados de fevereiro. O cantor e rapper, Kim Namjoon, discute a identidade do grupo, influências musicais e os desafios de frente da sua obra solo.
O artista descreve a dualidade entre ser líder de um dos maiores grupos do mundo e manter o espírito underground que o iniciou na rua com o rap. RM cita os trabalhos solo Indigo e Right Place, Wrong Person como trajetórias que revelam essa busca por expressão pessoal.
Ele também comenta a faixa FYA, criada com JPEGMafia e produtores como Diplo e Flume, destacando a participação de artistas que abriram caminhos diferentes dentro da discografia do BTS. O objetivo é mostrar a possibilidade de universos musicais distintos coexistirem.
RM revela que, apesar de haver desejo de experimentar, ainda há dúvidas sobre a identidade do BTS em 2026. Segundo ele, o grupo busca expressar temas universais como amor, dor e nostalgia, ampliando experiências pessoais para emoções compartilháveis.
O músico explica o equilíbrio entre carreira de grupo e projetos individuais. Em suas palavras, é preciso manter a integridade artística sem comprometer o público, especialmente jovens que acompanham o BTS.
Sobre o processo criativo, RM diz que prefere escrever por conta própria quando retorna aos trabalhos solo e que, em determinadas situações, prioriza a expressão mais honesta e direta, sem considerar fatores econômicos.
O papo ainda aborda hábitos para lidar com a mente, incluindo caminhadas para acalmar-se. O artista reconhece que redes sociais consomem tempo, mas busca momentos de tranquilidade longe das telas.
Em relação ao serviço militar, RM relata que já superou boa parte do impacto psicológico, descrevendo-se como em recuperação. Ele aponta que o período trouxe aprendizado e ajudou no autoconhecimento.
Ao discutir o presente, o músico reforça a importância de viver o agora e reduzir distrações digitais. Leia‑se que ele valoriza momentos simples, como caminhar na chuva e observar o ambiente ao redor.
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