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Michael Jackson no Brasil: histórias não contadas vêm à tona

Com cenas no Morro Dona Marta e no Pelourinho, clipe de Michael Jackson abriu diálogo entre pop e Olodum e reforçou pauta racial no Brasil

As histórias não contadas de Michael Jackson no Brasil
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  • O clipe de They Don’t Care About Us, gravado por Michael Jackson no Brasil, completa trinta anos em 2026, com cenas no Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador, ao som do Olodum.
  • A participação do Olodum surgiu após o grupo apresentar-se ao lado de Paul Simon em 1991 no Central Park, o que levou a negociações para conhecer Spike Lee, diretor de Faça a Coisa Certa.
  • Em 1996, Spike Lee dirigiu o clipe de Michael Jackson e reforçou a parceria com o Olodum, que já se consolidara como movimento social sobre questões raciais e desigualdade.
  • Em Salvador, a equipe adotou medidas para proteger Jackson do calor, ajustando o figurino; o cantor interagiu com fãs durante as filmagens.
  • Havia previsão de retorno de Michael Jackson aos palcos em 2008 com participação do Olodum, mas a turnê não ocorreu devido a problemas de saúde; o cantor faleceu em junho de 2009.

O clipe de They Don’t Care About Us, gravado por Michael Jackson no Brasil, completa 30 anos em 2026. As cenas foram registradas no Morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, e no Pelourinho, em Salvador, marcando uma passagem histórica do rei do pop pelo país.

A participação do Olodum em Salvador surge ligada a uma sequência de encontros que remonta a 1991, quando o grupo baiano acompanhou Paul Simon em um show no Central Park. Ao fim do evento, os produtores perguntaram o que o Olodum gostaria de fazer em Nova York, e a resposta levou ao contato com Spike Lee.

Em 1996, Spike Lee foi convidado para dirigir o clipe de Michael Jackson. A ligação com o Olodum voltou a ganhar força, alinhando a mensagem da música com o movimento social baiano que combate a desigualdade e promovia pautas raciais, tema central da canção.

Durante as gravações em Salvador, a equipe precisou adaptar o figurino de Jackson para lidar com o calor do verão. O cantor chegou a usar uma camisa vermelha do Olodum em versões diferentes do visual, conforme relato de autoridades locais, e interagiu com o público de forma espontânea.

O diretor do Olodum, na época, relembra o impacto positivo da presença de Jackson. Ele destaca que Jackson cumprimentou, dançou e demonstrou simpatia com as pessoas, o que surpreendeu a equipe e o público, deixando um legado marcante para a Bahia.

Há sinais de que houve outra aproximação entre Michael Jackson e o Olodum. Em 2008, quando o cantor planejou uma turnê de retorno aos palcos, houve negociações para que o grupo participasse de pelo menos uma apresentação. O falecimento de Jackson em junho de 2009 encerrou essas tratativas.

Entre a retrospectiva de 30 anos e a memória de um encontro inédito, a passagem de Michael Jackson pelo Brasil continua sendo objeto de estudo sobre a relação entre pop global e nossa música regional, mantendo viva a interação entre artistas internacionais e comunidades locais.

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