- A segunda temporada de Beef chega à Netflix em 16 de abril, com Finneas participando da entrevista da WIRED Auto Complete.
- Finneas afirma que recebe muito crédito pelo trabalho, ressaltando que não é um duo; ele e Billie Eilish colaboram, com Billie comandando apresentações, imagens e direção criativa.
- Ele comenta a origem de Ocean Eyes, a influência de blogs e Reddit no sucesso e sua visão sobre IA na música, dizendo que ainda não usa, mas pode se inspirar se ajudar.
- O músico cita influências de Frank Ocean e Dolly Parton, elogia riffs icônicos como Seven Nation Army e destaca a prática de criar sem premeditação para manter a criatividade.
- Perguntado sobre escrever para TV/filmes versus shows ao vivo, ele diz que é mais fácil e mais difícil conforme o contexto; revela que The Black Parade é um álbum 10 de 10 para ele, e menciona Elliott Smith como sonho de colaboração.
Finneas, irmão de Billie Eilish, concedeu uma entrevista completa à WIRED Auto Complete, em que aborda carreira, produção musical, tecnologia e referências. O diálogo tem tom objetivo e revela bastidores de projetos atuais, incluindo a série Beef e anúncios de carreira. A conversa circula entre criação musical, impactos de plataformas digitais e processos criativos.
O trecho de entrevista destaca a percepção de Finneas sobre crédito artístico, afirmando que o duo não é visto como uma dupla, mas que Billie conduz a visão artística nas performances ao vivo, na direção criativa e na presença visual. Os dois trabalham juntos na produção de álbuns, com Billie liderando conceitos de capa, vídeo e apresentação de palco.
A conversa também aborda a origem de Ocean Eyes, a descoberta em blogs e Reddit, e como o tema acelerou a popularidade de Billie Eilish. Finneas relembra o papel de um blogueiro musical que destacou a faixa e como a repercussão veio por meio de redes e comunidades on-line. O relato reforça a importância de plataformas emergentes para a carreira da dupla.
Conteúdo musical e tecnologia
O artista comenta sobre o uso de IA na produção musical. Ele afirma que, embora ainda não tenha utilizado ferramentas de IA de forma prática, reconhece o potencial acessível para quem está começando. O foco permanece em criar com instrumentos reais e em como a inovação pode inspirar sem substituir a autoria.
Processo criativo e referências
Finneas debate o nascimento de riffs icônicos, destacando a influência de riffs que ganham vida com o público em apresentações, como o tema de Seven Nation Army. Ele cita Elliott Smith como referência dream collab, destacando o fascínio pela técnica de gravação e pelos timbres de bateria. A conversa também aborda a influência de Frank Ocean, observado como exemplo de absorção de estilos sem copiar.
TV, cinema e concepção de álbuns
A produção de trilhas para TV e cinema é descrita como desafiadora e diferente de compor música de álbum, exigindo alinhamento emocional e temporal com cenas. Finneas comenta que trabalhou em Beef, ajustando a música para o timing de falas e movimentos dos personagens, sem abandonar a própria liberdade criativa.
Perspectivas e lançamentos
Entre referências à discografia, ele comenta o single dedicado à irmã no álbum mais recente, explorando o tema familiar e a separação de trajetórias artísticas. O músico também ressalta a experiência de ouvir críticas em plataformas como Pitchfork, mantendo o foco na própria visão criativa ao considerar avaliações públicas.
Projeções e referências do público
Questionamentos sobre o papel das plataformas digitais revelam uma visão pragmática sobre o ecossistema musical atual. Finneas enfatiza que a tecnologia tornou possível para muitos a produção de demos e trabalhos criativos sem grandes investimentos, desde que haja originalidade e firmeza na autoria.
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