- Fresno, referência do emo brasileiro, lança o álbum Carta de Adeus em 24 de abril, com sonoridade orgânica e temas de despedidas e grandes histórias de amor.
- Em entrevista ao ROCKline, a banda aborda fidelidade dos fãs, processo de composição, identidade visual das capas e apresentações ao vivo.
- As composições unem vivências pessoais a emoções universais, buscando atingir o público sem soar genérica; as letras são feitas em conjunto pelos integrantes.
- A sonoridade do disco é mais crua, priorizando o que os instrumentos realmente soam, com menos uso de sintetizadores e produção digital.
- Pela primeira vez, a Fresno inclui um cover no álbum, revisitando Pessoa, de Marina Lima, em versão que soou como algo próximo ao estilo da banda.
O Fresno está próximo de lançar o novo álbum Carta de Adeus, que chega ao público no dia 24 de abril. A banda, que atua há 27 anos, aposta em uma sonoridade orgânica e na visceralidade das composições. A expectativa acompanha revelações feitas em entrevista ao ROCKline.
O disco explora desamores e grandes histórias de amor, mantendo a identidade do grupo dentro do embalo emocional característico do emo nacional. O objetivo é entregar faixas mais diretas, com foco na relação entre letra e instrumentação.
Além da música, o trabalho traz a leitura visual das capas e a força das apresentações ao vivo, compondo uma experiência integrada para os fãs. A divulgação é realizada por meio de veículos especializados, como o POPline, que destacou o conteúdo da entrevista.
Composições da banda
A construção das canções envolve os quatro integrantes, que costumam trabalhar de forma coletiva. Embora as letras carreguem vivências, a banda busca construir mensagens que conversem com o público sem se tornar excessivamente autobiográfica, mantendo a emoção como eixo central.
O vocalista e produtor Lucas ressalta que cada faixa nasce da busca por uma letra bonita e significativa, alimentada por vivências próprias ou em andamento. Ele aponta que a força está em transformar detalhes pessoais em histórias universais.
Segundo Lucas, não há necessidade de discutir cada decisão criativa; as próprias histórias adotam um ponto de vista pessoal que permite alcançar uma conexão ampla. A banda valoriza a simplicidade de uma ideia musical que funcione com guitarra, baixo e bateria de forma orgânica.
Sonoridade e direção do álbum
Carta de Adeus traz uma sonoridade mais crua, priorizando a fidelidade do som dos instrumentos em vez de camadas de produção digital. O grupo já utilizou sintetizadores em trabalhos anteriores, mas o novo material privilegia a sensação de uma banda em sala de ensaio, com três músicos em evidência.
A banda admite a influência de referências que dialogam com o rock tradicional, mantendo o peso das guitarras sem abrir mão de emoção nas melodias. A proposta é crescer a partir da simplicidade rítmica e instrumental, sem abrir mão da autenticidade sonora.
Primeiro cover no repertório
Pela primeira vez, o álbum inclui um cover de Marina Lima. A faixa Pessoa, de Dalto, ganhou uma releitura na linguagem da Fresno, com ares de canção própria do grupo, mantendo a identidade que os fãs esperam. A escolha do tema surgiu durante as demos gravadas para o projeto de covers, que acabou ganhando espaço na tracklist final. A decisão foi tomada pelo alinhamento entre a música original e a visão da banda para Carta de Adeus.
Fonte: POPline.
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