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Banda sudanesa continua a tocar durante a guerra, apesar do barulho das armas

Banda sudanesa Aswat Almadina, dispersa pela guerra, usa a música para inspirar a paz e prepara nova faixa sobre o país

Diaa Talha A close-up of Ibrahem Mahmoud singing into a microphone. He has long curly hair and is smiling
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  • A banda sudanesa Aswat Almadina está espalhada pelo mundo, com a esperança de inspirar paz no país em conflito.
  • Timon e mais cinco membros deixaram o Sudão dois meses após o início do conflito de 2023, vivenciando violência em Khartoum.
  • O conflito já causou mais de 150 mil mortes e deslocou cerca de 12 milhões de pessoas, segundo a ONU, em uma crise humanitária global.
  • Fundada em 2014, a banda mescla folk do Oriente Médio, pop urbano e jazz, e já foi Embaixadora de Boa Vontade do PNUD em 2017.
  • Mesmo à distância, a banda trabalha de forma remota em uma nova música chamada Sudan, com lançamento previsto para abril, para expressar beleza e dor do país.

Timon, Mohammed Almustafa, e outros seis membros fundaram a banda Aswat Almadina, em Khartoum, no período que antecedeu a guerra de 2023. Em meio ao conflito, eles deixaram o Sudão dois meses após o início das hostilidades, buscando salvar suas vidas diante de cenas de violência, mortos e destruição.

A banda, que mistura folk do Oriente Médio, pop urbano e jazz, ganhou notoriedade entre jovens sudaneses. Assinaram como Embaixadores da Boa Vontade da UNDP em 2017, reconhecidos por letras sobre justiça social, corrupção e problemas do cotidiano. A distância não interrompeu a criação musical entre os membros.

Quando a violência se intensificou, o grupo manteve contato remoto, compondo uma nova faixa chamada Sudan. A obra busca retratar a beleza do país e sua dor, com lançamento previsto para abril. Enquanto isso, a formação permanece dispersa por diferentes países, incluindo visitas ocasionais à região.

História e ativismo

Ibrahem Mahmoud, líder e vocalista, já foi preso diversas vezes por críticas ao regime, antes de 2019. A repressão ocorreu sob o governo de Omar al-Bashir, cuja queda ocorreu em meio a protestos impulsionados por medidas de austeridade e cortes de subsídios. A música durante o levante foi uma ferramenta de expressão pública.

A experiência de Mahmoud e dos demais reforça o papel da banda na memória da resistência. Em Khartoum, a recepção de fãs se manteve marcante, com relatos de pessoas que encontraram nas canções apoio emocional durante períodos turbulentos. A banda destacou a responsabilidade associada ao seu trabalho.

Perspectivas futuras

À medida que o país enfrenta novo ciclo de devastação por conflitos, Aswat Almadina mantém a esperança de reencontrar-se em uma mesma sala para apresentações futuras. A trajetória da banda é apresentada como símbolo de resistência cultural diante de crises.

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