- A artista Buhr passou a assinar apenas Buhr e se identifica como pessoa não binária, dizendo ter trocado o nome para refletir essa visão de si.
- Ela não alterou documentos e mantém a pessoa tal como era; a mudança é mais um processo íntimo e expressivo.
- Em entrevista, Buhr afirma falar sobre si mesma para ouvir o entorno e não impor rótulos a outras pessoas.
- O disco novo, Feixe de Fogo, foi lançado no dia 10 e não aborda exclusivamente a identidade da criadora; as canções seguem o mesmo eixo de sempre, sobre amor, solidão e vida.
- A turnê de lançamento começa em Recife, com shows em Recife (24), Fortaleza (25) e Juazeiro do Norte (30); o álbum foi gravado em várias cidades e tem Buhr tocando tambor como instrumento principal.
Buhr, artista que transita entre música, teatro, poesia e artes visuais, anunciou uma mudança de nome e de identidade. Aos 51 anos, passou a assinar apenas Buhr, adotando a identidade de pessoa não binária. A alteração foi comunicada publicamente em 2025 e segue presente no lançamento de seu novo disco.
A mudança não implica ruptura com o passado artístico. O novo trabalho, Feixe de Fogo, chega ao público no dia 10 deste mês, mantendo a linha estética já conhecida. A artista ressalta que a obra continua tratando de amor, solidão e vida, sem tratar explicitamente da identidade.
Buhr mantém o repertório anterior, incluindo canções que carregam sua assinatura dramática e performática. A trajetória é marcada pela raiz nordestina, criada em Recife, com forte influência da cena cultural pernambucana dos anos 1990. A artista atua como cantora, compositora, atriz e batuqueira.
Identidade e nome
A mudança de nomenclatura também envolve a forma de apresentação no palco e nos créditos. Mesmo sem grandes revelações sobre o tema, Buhr enfatiza a importância de falar sobre si para ampliar o entendimento coletivo. O pronome permanece em construção durante as entrevistas, segundo a artista.
A turnê de Feixe de Fogo começa com show em Recife, na sexta-feira, e segue para Fortaleza, no sábado seguinte, antes de passar por Juazeiro do Norte no mês. A produção indica datas adicionais ainda em definição, com apresentações em cidades nordestinas e além.
O disco foi gravado ao longo de dois anos em Fortaleza, Salvador, Recife, Sobral e São Paulo. Nas apresentações, Buhr utiliza tambor como instrumento principal, mantendo o núcleo musical e a postura performativa que a caracterizam. A obra reafirma um percurso artístico contínuo.
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