- Vitor Kley lançou o EP deluxe O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas, após sair de grandes gravadoras e produzir o projeto de forma independente.
- O trabalho, gravado entre Santa Catarina e Portugal, reúne parcerias com Joyce Alane, Carol Biazin, Priscilla Alcantara e Giba Moojen, explorando jazz, soul e uma MPB crua.
- O EP surge como complemento do álbum principal, trazendo canções que o artista diz ter ficado com “pedras preciosas” no caminho, que não deveriam ficar escondidas.
- Em entrevista, Kley comenta o amadurecimento arty e a volta de fazer música com as próprias mãos, destacando a textura sonora diferente nas faixas do EP.
- Entre canções, ele analisa a importância de manter o lado humano na produção musical, enfatizando o uso de equipamentos analógicos e a autenticidade diante do cenário atual de algoritmos.
O cantor Vitor Kley lançou um EP deluxe intitulado O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas, que marca sua transição para o independência criativa. O projeto, gravado entre Santa Catarina e Portugal, reúne músicas que exploram jazz, soul e uma MPB crua, em parceria com Marcelo Camelo, Paul Ralphes e outras vocais. A obra surge como sequência ao álbum principal e evidencia uma busca por identidade autônoma.
O EP distancia-se das fórmulas de gravadora ao privilegiar o processo artesanal. Em vez de seguir padrões, a produção privilegia o uso de microfones diferentes, baterias mais presentes e uma paleta sonora crua, com enfoque em instrumentos reais. O título sugere que as faíscas deixadas pelo caminho podem brilhar tanto quanto o tesouro final.
Entre as colaborações estão Joyce Alane e Carol Biazin, que aparecem em faixas-chave, trazendo identidades distintas para as canções. Falhas e acertos aparecem como parte do percurso, destacando uma abordagem de parceria que valoriza a autenticidade do som. A presença de uma faixa com Priscilla Alcântara e Giba Moojen amplia o leque de influências.
A conversa com o artista reforça o tema de autenticidade em tempos de algoritmos. O EP consolidou a ideia de ser feito “por gente”, com participação direta de músicos e técnicos, sem depender de regravações ou efeitos de estúdio excessivos. O resultado é uma sonoridade que evidencia o trabalho manual e a poesia das composições.
No repertório, destacam-se faixas que discutem amor, instabilidade emocional e autoconhecimento. O trabalho também aborda o rastro emocional deixado pelo público e pela crítica, apontando para a ideia de que o intangível pode se transformar em material musical palpável. O processo de gravação recebeu feedbacks positivos dos bastidores.
Sobre a faixa Da Minha Natureza, o artista comenta a transição de gravadora para a independência, ressaltando a liberdade criativa como prioridade. A produção ressalta que o EP funciona como um capítulo distinto dentro de uma história musical contínua, com sonoridade própria em relação ao projeto anterior.
A entrevista técnica revela mudanças na execução: o EP recebeu uma abordagem sonora diferente, com um mix que privilegia timbres mais diretos. A busca por uma sonoridade que pareça feita à mão é enfatizada, destacando o peso humano na produção, desde a capa até o timbre das guitarras.
O momento mais marcante do estúdio envolve uma música gravada, cuja conclusão gerou forte emoção entre a equipe, incluindo a mãe do artista. Esse episódio é citado como confirmação de que o risco criativo valeu a pena, abrindo espaço para futuro desenvolvimento de uma faixa adicional.
A capa do EP, com a imagem de uma “última nuvem no céu”, é interpretada pelo artista como um fechamento de ciclo. Ele revela que, olhando para trás, reconhece a infância musical, especialmente pela faixa Da Minha Natureza, que simboliza o caminho de liberação e autenticidade.
Para encerrar, o músico recomenda Guilherme Arantes como influência atual, destacando a relação com a mãe ao revisitar clássicos do artista. A sugestão é que a nova geração ouça Arantes para compreender a emoção por trás de canções de reflexão e amadurecimento.
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