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Dia do Choro: ritmo é Patrimônio Cultural do Brasil

Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) reconhece o choro como o 53º Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, valorizando rodas e músicos

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  • 23 de abril é o Dia do Choro, reconhecido como o 53° Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil pelo IPHAN em 2024.
  • O choro surgiu no século XIX no Rio de Janeiro, com influências europeias e africanas, e tem como instrumentos comuns flauta, cavaquinho e violão.
  • O estilo é marcado pela riqueza melódica, improviso e formação instrumental flexível, muitas vezes presente em rodas de choro.
  • O reconhecimento valoriza músicos, rodas e tradições do gênero, reforçando a preservação e difusão do patrimônio cultural.
  • O pedido para o reconhecimento partiu do Clube do Choro de Brasília, com apoio de clubes de Santos e do Rio de Janeiro.

O Dia do Choro é celebrado em 23 de abril, data dedicada a um dos gêneros mais tradicionais da música brasileira. Em 2024, o IPHAN reconheceu o choro como o 53° Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, destacando sua relevância histórica e cultural. O reconhecimento valoriza rodas, músicos e tradições associadas ao estilo.

Criado por volta de 1870 no Rio de Janeiro, o choro nasce da fusão de influências europeias e africanas, resultando em uma sonoridade sofisticada. A prática envolve instrumentos como flauta, cavaquinho e violão, com ênfase no improviso e na riqueza melódica.

A formalização ocorreu por meio de decisão unânime em 29 de fevereiro de 2024, após reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, com o apoio inicial do Clube do Choro de Brasília e adesões de entidades como o Clube do Choro de Santos e o Instituto Casa do Choro, do Rio de Janeiro.

Histórico e reconhecimento

O conceito de patrimônio imaterial envolve saberes transmitidos entre gerações, fundamentais para a identidade cultural de uma sociedade. O pedido pelo título partiu do Clube do Choro de Brasília, que contou com apoio de outras casas dedicadas ao gênero.

O choro, também conhecido como chorinho, se caracteriza por formações instrumentais flexíveis, com violão, cavaquinho, pandeiro e flauta entre os elementos mais comuns. A prática envolve rodas de choro, encontros informais que promovem improvisação e celebração musical.

Principais nomes e influências

Entre os pioneiros estão Joaquim Callado, considerado o Pai do Choro, e a flauta de Chiquinha Gonzaga, a quem se atribuem inovações e popularização do gênero. O pianista Ernesto Nazareth ficou conhecido por suas valsas e polcas que marcaram o repertório.

Pixinguinha, figura central, é lembrado por composições como Carinhoso e Um a Zero, enquanto Waldir Azevedo ajudou a popularizar o cavaquinho na década de 1950 com Delicado. O conjunto de artistas moldou a identidade do choro no Brasil.

Impacto cultural

O reconhecimento do IPHAN reforça a importância de preservar rodas e tradições associadas ao choro, além de valorizar a trajetória de seus protagonistas. O gênero impacta trajetória da música brasileira, influenciando estilos como a Bossa Nova e a MPB, de forma compartilhada e contínua.

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