- Listening bars em São Paulo adotam o conceito japonês de jazz kissa, priorizando a escuta de música de alta qualidade com volume controlado para reduzir o ruído urbano.
- Espaços como Kotchi, Formosa Hi-Fi, Domo Bar, Matiz, Sala Bar e Lágrima aparecem na cidade, oferecendo som analógico, curadoria musical variada e ambientes acousticamente controlados.
- Para ser um listening bar, o local deve ter sistema de som de alta qualidade, boa curadoria, ambiente acústico adequado, bar com coquetelaria e iluminação intimista, além de manter a música como protagonista e evitar conversas altas.
- Exemplos: Formosa Hi-Fi investe em acústica assinada pela Acústica & Sônica para criar bolhas de estéreo; o Kotchi proíbe pistas de dança; o Domo Bar combina jantar, bebida e música de qualidade sem sobreposição sonora.
- A proposta busca uma experiência mais contemplativa, com clientes conversando em tom baixo e valorizando a qualidade musical, em meio ao movimento de “descanso auditivo” que acompanha outras tendências de leitura e silêncio.
A proposta de ouvir música com atenção tem ganhado espaço em São Paulo. Os listening bars valorizam o som de alta qualidade e colocam a conversa em segundo plano, em contraste com bares tradicionais. A tendência se conecta ao vinil e à nostalgia, impulsionando novas experiências noturnas.
Pesquisas indicam que o vinil volta a ganhar espaço entre a geração Z, que representa cerca de 60% dos compradores, segundo a Futuresource Consulting. A cidade abriga espaços que promovem escuta ativa e convivência mais contida.
O que são listening bars
O conceito nasceu no Japão, com jazz kissa, para que os clientes ouvissem com qualidade sem ruídos. Hoje, casas ao redor do mundo mantêm o foco na música como protagonista, evitando cantorias altas e espaços para dança desenfocando o som.
Segundo Guga Roselli, para ser listening bar é preciso ter som de qualidade, curadoria musical, ambiente acusticamente controlado, formato de bar com boa coquetelaria e iluminação intimista, além de respeitar o volume. O objetivo é a experiência igual para todos.
Casos em São Paulo
Em SP, o Kotchi no Jardim Paulista adota a regra de não ter pista de dança e separa um salão de eventos para evitar cantorias. O proprietário destaca que clientes buscam música de qualidade, drinques bem feitos e conversa mais substantiva.
O Formosa Hi-Fi, no centro, investiu em acústica assinada pela Acústica & Sônica, com bolhas de estéreo para manter o mesmo volume em toda a casa. O espaço valoriza a fidelidade à gravação original e a seleção humana.
Outro exemplo é o Domo Bar, na Vila Buarque, criado para unir jantar, drinques e música sem conflito entre som e conversa. A proposta é manter o som em equilíbrio com o ambiente, sem ruído excessivo.
Demais espaços e conceito
Casas como Elevado Conselheiro, na Bela Vista, e outros nomes como Matiz, Sala Bar e Lágrima também integram a cena, cada qual com abordagem distinta, mas mantendo o princípio da escuta atenta. A ideia é oferecer experiências de qualidade associadas à música em vinil e ao ambiente‑isolado.
O movimento dialoga com tendências de leitura silenciosa em clubes de leitura, ampliando a percepção de descanso auditivo e contemplação musical. Em São Paulo, a cidade experimenta uma readequação do ritmo noturno para ouvir de verdade.
Espaços e horários
Elevado Conselheiro
Endereço: R Conselheiro Ramalho, 800 – Bela Vista. Horário: ter a qui, 19h-0h; sex, 19h-1h; sáb, 13h-1h.
Domo Bar
Endereço: R Maj Sertório, 452 – Vila Buarque. Horário: ter a sáb, 19h-0h.
Kotchi
Endereço: R Padre João Manuel, 1231 – Cerqueira César. Horário: seg a qua 18h-0h; qui 18h-1h; sex e sáb 18h-2h.
Formosa Hi-Fi
Endereço: Rua Coronel Xavier de Toledo, 23 – Galeria Formosa – Centro. Horário: ter e qua 19h-0h; qui 19h-1h; sex e sáb 19h-2h.
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