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Um café com Nuno Ramos: o meu trabalho, para bem ou para mal, responde

Com 66 anos, Nuno Ramos diz que a arte reage ao mundo; a materialidade move a criação, com estreia de Intolleranza e troca de galeria

Um café com Nuno Ramos: 'O meu trabalho, para bem ou para mal, responde' — Foto: Franco Amendola
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  • Aos 66 anos, Nuno Ramos afirma que o trabalho é responsivo e pode ter efeito positivo ou negativo.
  • Entre seus projetos, destaca a instalação 111 (1992), que registra a memória das vítimas do Massacre do Carandiru.
  • O artista estreia como diretor de ópera, assumindo Intolleranza, de Luigi Nono, com estreia marcada para 29 de maio no Theatro Municipal de São Paulo.
  • Ramos mudou de galeria recentemente e passa a ser representado pela Almeida & Dale e pela Cerrado Galeria.
  • A obra valoriza a materialidade, usando vaselina, cal e sabão como motores do processo criativo, segundo o artista.

O artista Nuno Ramos, aos 66 anos, ressalta que seu trabalho costuma reagir ao mundo, movimento natural e não forçado. A ideia de arte que responde às circunstâncias se traduz em diversas etapas de sua produção.

Entre as obras, destaca-se 111 (1992), instalação que materializa a memória das vítimas do Massacre do Carandiru. O conjunto continua a guiar a leitura de sua trajetória multidisciplinar, que envolve literatura, música, teatro e artes visuais.

Aos poucos, o artista amplia os horizontes para a ópera. Ramos assume a direção de Intolleranza, de Luigi Nono, com estreia prevista para 29 de maio no Theatro Municipal de São Paulo. O сделать marca um momento de atuação cada vez mais abrangente.

Outra mudança relevante é a transição de galeria. O artista passou a ser representado pela Almeida & Dale e pela Cerrado Galeria, fortalecendo uma nova fase de circulação e circulação de suas obras.

A relação com a materialidade permanece central. Vaselina, cal e sabão aparecem como motores do processo criativo, não como escolhas arbitrárias, mas como fontes que provocam e definem a própria obra. O material, ao chegar, já sugere o que pode surgir.

Nova fase na produção

A produção recente de Ramos confirma a leitura de que o material dita a direção do trabalho. A parceria com novas galerias e a aposta em uma ópera sinalizam expansão de atuação e diálogo entre disciplinas, sem perder o eixo da reflexão sobre violência, memória e transformação.

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