O Dia Nacional da Educação é comemorado em 28 de abril, nesta terça-feira, e reforça a importância da educação na vida das pessoas e no desenvolvimento do país. A data propõe uma discussão sobre a educação em sentido amplo, não apenas dentro da sala de aula, mas também na família, na convivência social, no trabalho, […]
O Dia Nacional da Educação é comemorado em 28 de abril, nesta terça-feira, e reforça a importância da educação na vida das pessoas e no desenvolvimento do país.
A data propõe uma discussão sobre a educação em sentido amplo, não apenas dentro da sala de aula, mas também na família, na convivência social, no trabalho, na cultura e na formação cidadã.
Dentro desse contexto, a música também se destaca pelo papel que exerce na formação de crianças e adolescentes.
Um estudo publicado por pesquisadores da USP de Bauru comparou 40 crianças com educação musical e outras 40 sem esse contato. O grupo exposto à música apresentou melhora significativa no desempenho escolar e na competência acadêmica.
Além do aspecto intelectual, a música também funciona como uma forma de levar cultura a crianças, adolescentes e outras pessoas que escutam as canções criadas por eles, além de ampliar suas vozes.
Com música e educação em pauta, um dos parques mais famosos de São Paulo se torna palco de uma instituição que une essas duas frentes.
Sediada no Auditório Ibirapuera, a Escola de Música do Parque Ibirapuera transforma a trajetória de jovens que seguem o caminho da música em São Paulo.
O projeto conta com orquestras, grupos de choro e grupo vocal para identificar o talento de cada aluno e fortalecê-lo no universo da música, área em que os jovens são preparados para atuar.
A escola funciona no Auditório Ibirapuera desde a inauguração do espaço, em 2005, com formação gratuita e foco na música brasileira.
O projeto recebe novas turmas todos os anos, com crianças e adolescentes de 10 a 12 anos matriculados em escolas públicas ou particulares.
Os estudantes têm aulas por um período de três a cinco anos, passam pelo ciclo básico e podem se especializar no instrumento de sua escolha.
Após esse período, os alunos podem permanecer na escola por tempo indeterminado e passam a se dedicar à pesquisa de gêneros específicos, arranjos e improvisação. Esse ambiente alimenta o ecossistema musical, fortalece o cenário artístico do país e mantém viva a tradição de estilos que vão do Choro ao Samba-jazz.
A formação vai além da sala de aula e inclui a integração com artistas nacionais e internacionais. Em 2025, os alunos participaram de oficinas com professores da Berklee College of Music, localizada em Boston, capital de Massachusetts, e dividiram o palco com nomes como Mariana Aydar, Céu e Tulipa Ruiz.
A instituição também realiza apresentações que reforçam esse caráter formativo, com grupos como a Orquestra Furiosa, a Orquestra OBA e o Grupo Vocal, todos integrantes do projeto.
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