- A cantora Taylor Swift protocolou novos registros de marca para proteger voz e imagem frente ao avanço da IA, buscando impedir uso não autorizado em conteúdos gerados por modelos de linguagem.
- Entre os pedidos, estão marcas sonoras para formas de expressão associadas à artista, incluindo frases como “Hey, it’s Taylor Swift” e “Hey, it’s Taylor”.
- Também foi incluída a proteção de imagem associada à estética da turnê The Eras Tour, com Swift segurando uma guitarra rosa, vestindo body multicolorido e botas prateadas.
- A estratégia busca ampliar a contestação de conteúdos criados por IA que utilizem a aparência ou poses reconhecíveis da artista, indo além de obras protegidas por direito autoral.
- Em decisões recentes nos Estados Unidos, alguns pedidos de proteção envolvendo obras geradas apenas por algoritmos foram rejeitados por falta de autoria humana.
A cantora Taylor Swift protocolou recentemente novos pedidos de registro de marca para proteger a própria voz e a imagem diante do avanço da IA. A iniciativa visa dificultar o uso não autorizado de sua identidade em conteúdos gerados por modelos de linguagem e IA. Os registros foram apresentados na última semana e abrangem características associadas à artista, incluindo voz, expressões e elementos visuais.
Entre as categorias apresentadas estão marcas sonoras, uma área pouco explorada até hoje. A cantora busca o uso exclusivo de frases como: Hey, it’s Taylor Swift e Hey, it’s Taylor. A ideia é ampliar a proteção para além de obras específicas, cobrindo usos da voz falada e de traços identificáveis da imagem.
Além da voz, os pedidos incluem a imagem da cantora segurando uma guitarra rosa com alça preta, vestindo um body multicolorido e botas com detalhes prateados. A referência visual remete à estética da The Eras Tour. A finalidade é impedir conteúdos que usem traços reconhecíveis em criações geradas por IA.
Voz e identidade visual como marca
Essa estratégia se baseia em proteger atributos que vão além de direitos autorais tradicionais, que cobrem obras, e se aproximam de direitos de publicidade. A IA permite gerar conteúdos inéditos que imitam estilo ou voz de alguém sem copiar material protegido.
Contexto e desdobramentos legais
O registro não se limita a cópias idênticas, podendo valer para usos “confusamente similares”. Assim, conteúdos com vozes sintéticas que soem como a da artista podem ser contestados. A medida pode facilitar remoções rápidas e ações contra plataformas e empresas de IA.
Em decisões recentes nos Estados Unidos, alguns órgãos de registro têm rejeitado pedidos de proteção para obras criadas exclusivamente por algoritmos, sob o argumento de ausência de autoria humana. Ainda assim, a linha entre proteção de imagem e conteúdos gerados por IA segue em evolução.
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