- Em 30 de abril de 2026 completaram-se sete anos da morte de Beth Carvalho, ícone do samba nascida no Rio de Janeiro em 5 de maio de 1946, chamada de Madrinha do Samba.
- Cantora, compositora e instrumentista, ganhou projeção nacional na década de 1970 ao interpretar Andança, abrindo espaço para o seu primeiro álbum e para uma trajetória de sucesso.
- Foi fundamental para valorizar nomes como Cartola e Nelson Cavaquinho, levou o samba a rodas de praça e clubes, integrou o movimento do Cacique de Ramos e ajudou a difundir uma nova linguagem que deu origem ao pagode carioca.
- Lançou mais de trinta discos, recebeu prêmios, levou o samba a palcos internacionais e participou de festivais como Montreux; o álbum Pé no Chão, de 1978, é considerado marco.
- Na vida pessoal, foi casada com Édson Cegonha e teve a filha Luana Carvalho; enfrentou problemas de saúde a partir de 2010 e faleceu aos 72 anos, em 2019, deixando importante legado para a cultura brasileira.
Beth Carvalho, uma das figuras mais importantes da história do samba, completou sete anos desde a morte em 30 de abril de 2019. Nascida no Rio de Janeiro em 5 de maio de 1946, a cantora, compositora e instrumentista ajudou a renovação do gênero nas décadas de 1970 e 1980.
Desde jovem, a artista conviveu com nomes de peso da canção brasileira. A avó tocava instrumentos de corda, a mãe era pianista, e a irmã cantava. O contato com esse ambiente influenciou o despertar musical, que começou na adolescência pelo violão.
A projeção nacional ocorreu em 1968, ao ficar em terceiro lugar no III Festival Internacional da Canção com Andança. O desempenho abriu caminho para o primeiro álbum, que leva o mesmo título da música e marcou o início de uma trajetória ascendente.
A partir dos anos 1970, Beth Carvalho consolidou uma discografia plural, com sucessos como Vou Festejar, Coisinha do Pai, Folhas Secas, As Rosas Não Falam e Camarão que Dorme a Onda Leva. O repertório valorizou compositores consagrados e emergentes.
A artista exerceu papel central na divulgação de Cartola e Nelson Cavaquinho, levando suas obras a um público mais amplo. Frequentadora do bloco Cacique de Ramos, ajudou a difundir uma nova linguagem do samba, ligada ao pagode carioca.
Ao incorporar banjo adaptado, tantã e repique de mão, popularizou esse som em discos e shows. O impacto rendeu a ela o apelido de Madrinha do Samba, reconhecida pela preservação e renovação do gênero, especialmente com o álbum Pé no Chão (1978).
Beth Carvalho manteve forte vínculo com o carnaval e as escolas de samba, especialmente a Mangueira. Em 1984, tornou-se enredo da Unidos do Cabuçu, que conquistou o título naquele ano. Esses vínculos marcaram sua atuação no cenário cultural.
Na vida pessoal, Beth foi casada com o ex-jogador Édson Cegonha e teve a filha Luana Carvalho, cantora e atriz. A artista também participou de iniciativas políticas e culturais em defesa da cultura brasileira.
A partir de 2010, a saúde de Beth enfrentou dificuldades, principalmente na coluna vertebral, o que impactou a mobilidade. Mesmo assim, seguiu se apresentando, muitas vezes em performances desafiadoras.
A vida e a obra de Beth Carvalho permanecem como referência para o samba. Sua trajetória fica marcada pela promoção de grandes nomes, pela inovação musical e pela força de um legado que atravessa gerações.
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