- Shakira vai se apresentar na Praia de Copacabana neste sábado (2), com canções que trazem ritmos latinos como cumbia, vallenato e merengue.
- A carreira da cantora, hoje com 49 anos, começou associada a uma versão latina de Alanis Morissette e ganhou notoriedade levando ritmos dançantes ao topo das paradas.
- A trajetória musical envolve influências latinas distribuídas em dez álbuns da fase adulta e dois da fase adolescente, com uso de acordeom, trompete e percussão.
- O vallenato modernizado aparece em faixas como “La bicicleta” (2016), em parceria com Carlos Vives, que retorna a estilos tradicionais do Caribe colombiano.
- O merengue e a cumbia moldam a faceta dançante de Shakira, enquanto referências de mariachi ajudaram a definir a estética no final dos anos noventa, com destaques como “Ciega, Sordomuda” (1998).
Shakira subiu ao palco da Praia de Copacabana neste sábado, 2 de dezembro, levando ao público uma performance que manteve o espírito dançante de seus hits. A narrativa musical mesclou pop com referências latinas, em uma trajetória marcada por ritmos como cumbia, vallenato e merengue.
A coluna de shows destaca que a cantora colombiana, hoje com 49 anos, já foi apelidada de “Alanis Morissette latina” e hoje é reconhecida por levar ritmos latinos ao topo das paradas. Em Copacabana, a apresentação reforçou essa identidade, com arranjos que privilegiam acordeom, trompete e percussão.
Influências do vallenato
A peça central do som de Shakira passa pelo vallenato. Ela canta e dança em versões modernas desse estilo colombiano, ligado ao acordeom e a melodias com timbre caribenho. A influência pode ser vista em referências de suas canções que priorizam histórias de viagem e crítica social.
Em 2016, La bicicleta ficou marcada pela percussão e pelo acordeom, lembrando o vallenato clássico de La Gota Fría. A faixa, reinterpretada com Carlos Vives, reforça a ligação entre as duas referências regionais e o reforço da identidade colombiana na obra de Shakira.
Merengue e cabildo
O merengue dominicano aparece como força motriz de trechos mais vibrantes do show. Em Loca, de 2010, a cadência acelerada é uma ponte para o estilo, com parcerias de músicos caribenhos que ajudam a imprimir o clima de pista.
As letras de merengue costumam incentivar flertes e coreografias, o que se alinha ao tom lúdico de Shakira, que mantém humor e provocação no vocabulário musical, sem perder a versatilidade rítmica.
Cumbia e tradição mexicana
Hips Don’t Lie, de 2006, traz a cumbia colombiana para o centro da canção, com batida de 100 BPM e referências históricas do gênero, como Cumbia sobre el Mar de Pancho Galán. A presença da conga e de instrumentos de sopro reforçam a identidade rítmica latino-americana.
O repertório também dialoga com a tradição mexicana, especialmente na estética sonora de finales de 90, quando a instrumentação mariachi se tornou parte do visual e da sonoridade de Shakira, sem afastar o fio pop rock que a acompanha desde o início.
Entorno e fases da carreira
A trajetória da artista é marcada por fases distintas, desde o começo próximo ao pop rock até a consolidação de um repertório com forte peso latino. O estágio atual prossegue com shows que priorizam a fluidez entre ritmos regionais e a linguagem pop global, sem perder a naturalidade de suas referências.
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