- Andreas Kisser afirma que o Sepultura encerra um ciclo após a turnê de despedida, ainda que não veja a banda como extinta; lançam o EP The Cloud of Unknowing e preparam um disco ao vivo para 2027, com shows previstos nos Estados Unidos e na Europa neste ano.
- O EP traz temas políticos, de religião, raça e espiritualidade, conforme o guitarrista, que diz que a arte pode estimular pensamentos e que não impõe uma interpretação única.
- O Sepultura tem maior reconhecimento fora do Brasil, e a agenda inclui apresentações nos Estados Unidos neste mês e na Europa ao longo do ano.
- Após a turnê, Kisser quer atividades que o desafiem como artista e pessoa; os integrantes têm projetos paralelos, como a Rádio Rock, a banda De La Tierra e ações como Mãetricia e o festival beneficente Pat Fest.
- O luto pela esposa Patrícia, falecida em 2022, influenciou a visão de finitude, e a turnê fortaleceu a sensação de encerramento de um ciclo, com planos de um setlist especial de 1998 para o Rock in Rio.
Andreas Kisser afirma que o Sepultura encerra um ciclo, não a banda. Em entrevista sobre o novo EP The Cloud of Unknowing, ele diz que a turnê de despedida segue com sucesso e que há planos de lançar um disco ao vivo em 2027. A banda sustenta que não é uma despedida, apenas um momento de mudança criativa.
O guitarrista explica que o grupo permanece unido, mesmo diante dos desgastes ao longo de quase quatro décadas. O EP traz faixas com temas políticos, religiosos, raciais e espirituais, reflexão que ele aponta como função da arte: estimular o pensamento sem impor interpretações.
Kisser comenta que a banda recebe maior aceitação internacional do que no Brasil, atribuindo a visão ao preconceito com o heavy metal. Nos próximos meses, a agenda envolve shows nos Estados Unidos, com viagens marcadas também para a Europa no decorrer do ano.
Detalhes sobre o EP e próximos passos
Os integrantes, incluindo Derrick Green, Greyson Nekrutman e Paulo Xisto Jr., já mantêm projetos paralelos. Além do EP, o Sepultura trabalha em um disco ao vivo para 2027 e confirma uma turnê atual em desenvolvimento.
Kisser cita iniciativas paralelas como o programa na Rádio Rock e a banda De La Tierra, além de trabalhos solidários como o movimento Mãetricia, sobre cuidados paliativos, e o festival beneficente Pat Fest.
O músico também aborda a influência do luto pela esposa Patrícia, falecida em 2022, na percepção de finitude e na ideia de que a morte não é derrota. Ele afirma que o tema gerou questionamentos sobre a abordagem de assuntos como eutanásia no país.
Rock in Rio e legado
Sobre o Rock in Rio, a banda planeja um setlist especial com músicas de 1998 para cá, período em que Derrick Green passou a integrar o grupo. A apresentação será apresentada como algo único e exclusivo aos fãs.
Kisser encerra destacando que muitos fãs acompanharam a história do Sepultura ao longo de 42 anos. Ele agradece aqueles que contribuíram para manter a banda relevante e reconhecida internacionalmente, mesmo diante de mudanças no cenário musical.
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