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Djavan relembra trajetória na turnê, sem autoelogios

Djavan faz o 39º ensaio da turnê que celebra 50 anos de carreira, com voz em boa forma aos 77 e repertório que mescla clássicos e surpresas visuais

O cantor e compositor Djavan em retrato de divulgação da turnê 'Djavanear 50 anos. Só Sucessos'
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  • Djavan, aos 77 anos, prepara a turnê “Djavanear 50 anos. Só Sucessos”, com estreia marcada para o dia 8 de maio em o Allianz Parque, em São Paulo.
  • O show revisita sucessos ao longo de cinquenta anos de carreira e terá três faixas B ocultas no repertório: Cordilheira, Me Leve e Quase de Manhã.
  • Quase de Manhã, gravada em 1986, ganhou nova versão durante os ensaios; o músico também ressalta a importância de manter músicas menos conhecidas no set.
  • A cenografia envolve obras de artistas visuais como Walter Firmo, Vik Muniz e Portinari, sob a direção de Gringo Cardia, com telões de grande dimensão.
  • Djavan planeja, depois da turnê, um novo projeto chamado Djavan Lado B e não descarta apresentações em locais menores, com foco em obras de outros estilos.

Djavan chega aos 77 anos com uma turnê que revisita meio século de carreira. O cantor alagoano prepara a apresentação intitulada Djavanear 50 anos. Só Sucessos, com estreia marcada para o Allianz Parque, em São Paulo, no próximo dia 8 de maio. O planejamento inclui ensaios no Rio de Janeiro, com a banda já em atividade.

Aos poucos, o artista ajusta o roteiro para equilibrar clássicos e faixas menos exploradas. A ideia é manter a energia do público enquanto preserva a vibe autoral. O repertório deverá mesclar sucessos conhecidos e pérolas menos apresentadas em palco.

Ensaio e bastidores

Nos ensaios, Djavan comanda a banda a distância, com a presença de músicos como Paulo Calasans no piano. A produção privilegia um visual arrojado, com telões e direção de arte integrada a obras de artes visuais. O cantor valoriza a experimentação mesmo em temas consagrados.

O método de seleção de repertório envolve etapa prática de duas a três sessões de teste. O objetivo é manter o espetáculo fluido, sem perder a identidade musical do artista. Dentre as escolhas estão canções consagradas e raridades com potencial de surpresa.

Cenografia e equipe

A cenografia fica a cargo de Gringo Cardia, que aposta em uma concepção de show como pintura em movimento. Diversos artistas plásticos criam peças que dialogam com cada faixa. A equipe de palco inclui Rafael Rocha no trombone e Clara Carolinae Jenni Rocha como backing vocals.

A estrutura de som e iluminação acompanha a linha da produção, com foco na fidelidade das gravações originais. A ideia é oferecer uma experiência visual que amplifique a percepção das músicas, mantendo a essência do timbre de Djavan.

Perspectivas e próximos passos

Além da turnê, Djavan mantém lançamentos de inéditas com intervalos regulares, mantendo o ritmo criativo. Em relação aos planos futuros, o artista revela a possibilidade de um projeto chamado Djavan Lado B, em apresentações menores, sem estádios.

Apesar do foco nas novidades, a agenda atual reforça o papel de Djavan como um dos pilares da MPB. A expectativa é de que o público acompanhe a performance com a mesma intensidade que marca as décadas anteriores.

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