- Laufey, cantora e compositora islandesa, combina jazz tradicional com pop, conquistando prêmios Grammy pela melhor álbum pop tradicional desde 2022.
- No videoclipe de Mad Woman, a cantora acerta o rosto de Hudson Williams com uma robsa (red snapper) durante a sequência, em Los Angeles, em uma estética ousada dos anos sessenta.
- A cena foi comentada pela artista como catártica, permitindo que liberasse energia contida e explorasse um lado mais vivo da sua voz.
- O álbum mais recente, A Matter of Time, lançado em agosto, mistura temas de relacionamentos com sons que vão do ritmo de relógio à influência de ritmos brasileiros; encerra com Sabotage, que usa pianos discordantes e cordas abruptas.
- Laufey diz que o projeto a desafiou a romper moldes, consolidando uma identidade musical que não se prende a gêneros e que permite explorar várias facetas artísticas.
Laufey, cantora e compositora icelandica, ganhou visibilidade internacional ao fundir jazz moderno com pop introspectivo. O lançamento de Mad Woman levou a produção a um vídeo filmado em Los Angeles, com referências ao cinema dos anos 1960. A faixa inclui uma cena em que a artista acerta um peixe vermelho na face de Hudson Williams, personagem retratado como o interesse amoroso problemático.
O clipe, gravado na cidade californiana, contou com um elenco de apoio de destaque, incluindo a atleta Alyssa Liu e a cantora Katseye Megan Skiendiel. A produção adotou estética vintage para acompanhar a narrativa de uma relação conturbada e marcada por emoções intensas.
Laufey, que desde 2022 tem atraído atenção pela fusão entre vocais clássicos, arranjos orquestrados e letras confessionais, desenvolveu esse estilo na Berklee School of Music, em Boston, após crescer em Reykjavik. A artista buscou unir influências de musicais de cinema com a pop de estrelas como Taylor Swift.
Seu novo álbum, A Matter of Time, lançado em agosto do ano passado, marca a estreia de explorar plenamente esse leque sonoro. O disco utiliza o tema do tempo para explorar ansiedade e inseguranças que afetam relacionamentos, com faixas que transitam entre o pop suave e toques de samba e percussões brasileiras.
Entre as faixas, Silver Lining funciona como single de apresentação, Lover Girl traz ritmos latinos, e Sabotage encerra o álbum com uma combinação de pianos dissonantes e cordas abruptas. A concepção do conjunto foi pensada para romper com moldes tradicionais e mostrar diversas facetas da artista.
Laufey descreve o processo criativo como um desafio pessoal para ultrapassar barreiras artísticas. O foco na vulnerabilidade aparece em momentos de tom menos impecável, com notas falhadas que reforçam a atmosfera intimista do projeto. A inspiração vem de experiências amorosas e de uma trajetória de disciplina musical desde a infância.
A carreira da artista começou a tomar corpo após a juventude em Reykjavik, passando pela formação musical em Boston e pela prática de compor a partir de lembranças de relações. Em entrevistas, ela explicou que a diversidade de estilos ajuda a afastar rótulos, permitindo que diferentes públicos se identifiquem com suas canções.
Em síntese, Laufey consolida-se como uma artista que transcende convenções de gênero, mesclando jazz, pop e elementos orquestrais. O trabalho recente reforça a ideia de que a música pode abraçar várias identidades sem perder a coesão emocional.
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