- Gustavo Dudamel assume como diretor artístico e musical da Filarmônica de Nova York, com temporada iniciando em setembro de 2026 e indo até 3 de outubro de 2027.
- Na cerimônia de apresentação no Lincoln Center, houve concerto seguido de jantar de gala que levantou US$ 3 milhões para a orquestra.
- A primeira temporada inclui estreias de Zosha Di Castri e Tania León, além de um concerto-homenagem aos 25 anos dos ataques de 11 de setembro com On the Transmigration of Souls.
- A Filarmônica divulgará apresentações em seis cidades da Europa e firmou uma parceria operística de cinco anos com o Carnegie Hall, começando com Tosca.
- O programa contempla colaborações com Lang Lang, Yo-Yo Ma e Mitsuko Uchida, além de residências multimídia com Marina Abramović e Gustavo Santaolalla.
Gustavo Dudamel assumiu a Filarmônica de Nova York, a mais antiga dos Estados Unidos, em 28 de abril, no Lincoln Center. O concerto profissional marcou a data de estreia do novo diretor artístico e musical, com um jantar de gala que levantou US$ 3 milhões para a orquestra.
O maestro venezuelano, de 45 anos, chega após 17 anos dirigindo a Filarmônica de Los Angeles. A confirmação o coloca entre regentes históricos que comandaram a Orquestra Filarmônica de Nova York desde 1842, em um momento de foco em projetos sociais via música.
Dudamel nasceu em Barquisimeto, cidade da Venezuela conhecida como a Cidade da Música. Filho de trombonista e professora de canto, cresceu no quadro do El Sistema, programa de educação musical para jovens de baixa renda idealizado por José Antonio Abreu.
A primeira temporada dele contempla estreias de Zosha Di Castri e Tania León, além de um concerto em memória aos 25 anos dos ataques de 11 de setembro. O repertório inclui obras de John Adams e a celebração do legado de Beethoven com peças especiais.
A Filarmônica de Nova York anunciará apresentações em seis cidades europeias e firmou uma parceria operística de cinco anos com o Carnegie Hall, iniciando com Tosca, de Puccini. Lang Lang, Yo-Yo Ma e Mitsuko Uchida devem colaborar, com residências multimídia de Marina Abramović e Gustavo Santaolalla.
Em relação a projetos extracêntricos, Dudamel dedicará semanas dedicadas aos 200 anos da morte de Beethoven e aos aniversários de John Adams e Steve Reich. A temporada encerra com Mass, de Leonard Bernstein, reunindo músicos, atores e bailarinos.
Antes de sua estreia formal, Dudamel participou de um painel no Lincoln Center sobre o documentário El Canto de las Manos, dirigido por Maria Valverde, esposa do maestro. O filme retrata a montagem de Fidelio, operada com cantores surdos em 2020, como celebração aos 250 anos de Beethoven.
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