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Sobreviveu ao culto FLDS e se cura pela música

Sobreviveu ao culto FLDS; 18 meses após a prisão, transforma trauma em música e almeja atuar como psicóloga de vítimas de cultos

Naomi “Nomz” Bistline, one of cult leader Samuel Bateman's former "spiritual wives," is now making music.
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  • Naomi “Nomz” Bistline, uma das 23 “esposas espirituais” de Samuel Bateman, cumpriu pena e hoje transforma a experiência em música.
  • Bateman liderou um grupo ligado à igreja FLDS; Bistline era a 13ª esposa, incluindo meninas de nove anos que teriam sido abusadas.
  • Em setembro de dois mil e vinte e dois, Bateman foi preso após operação do FBI; menores ficaram sob custódia estatal e, em novembro, houve tentativa de sequestrar garotas para fora do estado, resultando na prisão delas em Washington e retorno ao Arizona.
  • Fora da prisão há cerca de dezoito meses, Bistline percebeu que Bateman não era profeta, passou a questionar crenças e a estudar psicologia, usando a música como forma de recuperação.
  • Ela prepara o primeiro álbum, com lançamento de single e vídeo nos próximos meses, e planeja deixar a região de Short Creek para seguir carreira e atuar como defensora de vítimas de cultos após concluir o curso.

Naomi “Nomz” Bistline, 27, foi uma das 23 chamadas “esposas espirituais” do líder Samuel Bateman. Ela cumpriu uma pena de 21 meses por remover menores de um custódia estadual, sob instruções de Bateman. Hoje, busca reconstruir a vida por meio da música.

Bistline ganhou visibilidade após o show de Netflix que aborda o grupo e a caça às vítimas. A série segue Christine Marie, PhD, que se infiltrou no culto para expor provas contra Bateman, incluindo a situação das mulheres que o acompanhavam.

Trânsito para a arte

No cárcere do Texas, Bistline descobriu o desejo de cantar. O impulso inicial foi tocar guitarra, mas acabou sendo a voz principal, em meio a receios de se apresentar para outras presas. O momento marcou o início de uma trajetória de autoconhecimento.

Bateman dirige uma seita derivada do FLDS, com Warren Jeffs como figura histórica. Jeffs está preso por crimes de abuso; Bateman, por sua vez, foi preso após uma operação do FBI em Colorado City, Arizona, em 2022.

Bistline revelou que começou a questionar as crenças após conviver com outras detentas. A desilusão abriu espaço para entender que havia sido vítima de abuso, o que a levou a buscar apoio emocional e terapêutico.

Música como recuperação

A cada dia, a música passa a ser parte essencial da recuperação de Bistline, que também estuda psicologia. Ela planeja lançar o primeiro álbum ainda neste ano e tem trabalhado em canções sobre as experiências vividas no cárcere.

A artista afirma que a música ajuda a lidar com a sobrecarga sensorial e a ansiedade. O objetivo é lançar o primeiro single e o videoclipe em breve, marcando um passo de independência artística.

Bistline permanece em Short Creek, na fronteira Arizona-Utah, com planos de mudar de região. A jovem pretende concluir o curso superior em psicologia e atuar como defensora de pessoas em cultos ou relações coercitivas.

Christine Marie elogia a transformação de Bistline, destacando o papel da música na autonomia pessoal. A documentarista aponta que a trajetória pode encorajar outras sobreviventes a buscar apoio e denunciar abusos.

Conforme o relato de quem viveu o período, algumas ex-membros ainda consideram Bateman como profeta, mas Bistline descreve o grupo como uma ramificação do FLDS. A vida após o término da relação com o líder já mostra sinais de resistência e reconstrução.

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