- O Galilee String Quartet é formado pelos irmãos Omar, Mostafa, Gandhi e pela irmã Tibah, de origem palestina, criado em 2011 e atualmente com base em Paris.
- O grupo teve uma pausa em 2013, quando Omar foi recrutado pelo Exército de Israel e preso por objeção de consciência.
- O programa de Milton Court, em Londres, abriu com Langsamer Satz de Anton Webern, demonstrando que poderiam executar a obra de forma tradicional antes de seguir para sonoridades mais experimentais.
- Nas performances seguintes, o quarteto substituiu instrumentos por microfones, vozes, percussão e oud, aproximando o ocidente do oriente.
- Nos dois últimos números, a improvisação ganhou espaço e os membros tocaram sem suportes, com Tibah recebendo os relatos em voz acompanhada de canto, enquanto Mostafa e colegas exploravam fusões entre técnicas ocidentais e melodias árabes.
O Galilee String Quartet, formado pelos irmãos Omar, Mostafa, Gandhi e Tibah Saad, é um conjunto palestino que atua hoje em Paris. A apresentação ocorreu no Milton Court, em Londres, e marcou uma proposta de fusão entre o leste e o ocidente.
O grupo nasceu em 2011 e precisou entrar em hiato em 2013, quando Omar foi convocado pelo Exército de Israel e recusou o serviço, sendo preso como objecionista. Atualmente, os Saad mantêm o foco na mistura de sonoridades.
A noite começou com Langsamer Satz de Webern, uma obra clássica que o quartetro tocou de forma direta antes de avançar para sonoridades não tradicionais. Foram usadas vozes, percussão e oud, abrindo espaço para improvisação.
Ao longo do show, as cordas deram lugar a microfones e instrumentos não convencionais, com a performance avançando para uma estética de apresentação ao vivo mais solta. Os músicos dialogaram entre si durante a execução.
Mostafa conduziu os dois últimos trabalhos, que mesclam técnicas ocidentais com cantos árabes. O trio ficou acompanhado pela cellista Tibah, que interpretou canções de forma vulnerável e envolvente, com a voz como parte da textura.
O ponto alto ocorreu em Sama’l Eitab, peça de Gandhi que dialoga com o tango de Piazzolla e cadências barrocas. A composição foi descrita pelo músico como parte da história complexa do grupo como músicos e indivíduos.
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