- Banda australiana Men At Work fará uma turnê de sete dias por grandes capitais do Brasil, começando por São Paulo, nesta quarta-feira (6).
- O grupo foi condenado por plágio do solo de flauta em “Down Under”, que imitou a cantiga infantil australiana “Kookaburra” de 1932.
- A decisão definiu que a banda deve pagar 5% dos royalties de “Down Under”.
- A controvérsia judicial envolveu a compra dos direitos da cantiga pela Larrikin Publishing em 1990 e uma disputa que durou três anos.
- A faixa “Down Under” foi composta por Colin Hay, com adição de riff de flauta por Greg Ham, que celebrou traços “australianos” na música.
A banda australiana Men At Work foi condenada por plágio envolvendo o solo de flauta de Down Under, que teria copiado uma cantiga infantil sobre um pássaro kookaburra, escrita em 1932. A decisão manteve a cobrança de royalties referente ao sucesso dos anos 80.
A disputa chegou a 2010, quando a condenação ficou clara em sentença que determinou o pagamento de 5% dos royalties de Down Under à Larrikin Publishing, que detém os direitos da cantiga. A ação teve origem após a curiosa curiosidade de um programa de TV australiano.
A origem do caso envolve a canção Down Under, composta por Colin Hay em 1978 e gravada pela banda em 1979. Greg Ham, que se juntou ao grupo em 1979, acrescentou o riff de flauta para inserir um sabor australiano, segundo documentos judiciais.
A autora da cantiga, Marion Sinclair, escreveu Kookaburra em 1932 para um concurso infantil. A Larrikin adquiriu os direitos em 1990, após a morte de Sinclair. O processo teve duração de três anos e se ampliou para o reconhecimento de semelhanças entre as obras.
Nesta semana, a Men At Work realiza uma turnê de sete dias por grandes capitais do Brasil, iniciando por São Paulo. O retorno dos músicos ao país reacende a lembrança do caso de 2010 e de como a ação de direitos autorais impactou o legado da banda.
A reportagem não traz manifestações de pessoas ligadas ao caso, apenas informações já registradas nos autos e nas declarações públicas da época. Pontos-chave incluem a soma de royalties, o status de direitos da cantiga e o histórico de gravidade do litígio.
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